icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro
11/12/2013
17:28


Desde que o Rio de Janeiro foi confirmado cidade-sede da Copa do Mundo-2014 e dos Jogos Olímpicos, há uma corrida para aproveitar as múltiplas oportunidades de negócio proporcionadas por eventos dessa natureza, sobretudo, no que se refere à procura por acomodações para os turistas, sejam eles estrangeiros ou procedentes de outros estados.

No site global de viagens Tripadvisor, por exemplo, a cidade é o destino mais procurado para aluguel de temporada nos meses de junho e julho de 2014, período em que o Mundial estará sendo realizado. Mesmo oito meses antes do primeiro jogo do torneio, a procura por imóveis para locação triplicou, se comparada ao mesmo período deste ano.

Os preços para quem quer alugar um imóvel na Cidade Maravilhosa, por uma semana, durante a Copa, variam de R$ 2000 (um quarto) até mais de R$ 7000 (três quartos). Esses valores, segundo calculo do Tripadvisor, são suficientes para se alugar um imóvel por 16 dias em Buenos Aires, 10 dias em Miami e seis dias em Londres.

Mas a ‘festa’ não é comemorada por todos, segundo o coordenador do índice Fipezap, Eduardo Zylberstajn. O indicador é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas com base nos preços praticados no site de compra, venda e aluguel de imóveis Zap.

- Quem perde nessa história é a pessoa que paga aluguel, que terá de esperar pelo menos até 2016 (Jogos Olímpicos do Rio) para observar alguma mudança nos preços. Mas parte desse aumento é definitivo, por que reflete os investimentos do governo em infraestrutura e mobilidade urbana. - disse em entrevista ao L!Bizz.

O Rio de Janeiro viu os preços médios do aluguel e da venda de imóveis da cidade aumentarem, respectivamente, 131% e 234%, a partir de janeiro de 2008, dois meses após o anúncio do Rio como cidade-sede da Copa. Em bairros localizados no entorno do Maracanã, houve um aumento ainda maior no valor de venda. Quem quiser comprar um apartamento hoje no bairro da Tijuca, terá de pagar, em média, 259% a mais do que pagaria em 2008.