icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo
13/03/2014
08:00

Estreante no NBB, o Universo/Goiânia ainda não pagou, e nem pretende pagar à Liga Nacional de Basquete (LNB), a taxa de R$ 500 mil cobrada pela instituição para os clubes que disputam o campeonato por meio de convites. Quem faz esta afirmação é o ex-senador Wellington Salgado de Oliveira, sócio-proprietário do time.

O dirigente aceita pagar apenas R$ 250 mil à LNB, valor cobrado daquelas equipes que obtém a vaga dentro da quadra, caso do Macaé, que também debuta no torneio.

Por conta da indecisão, o caso pode até mesmo parar na Justiça. No momento, a Liga Nacional e o Goiânia ainda negociam e tentam chegar a um acordo de maneira amigável. Porém, as instituições já trocaram notificações extra-judiciais.

– Este tema vai ser discutido no Conselho de Administração. Vamos ter de chegar a um consenso. Mas não aceito pagar os R$ 500 mil. Não tenho a mínima ideia do que poderá acontecer. Mas, ou este assunto acaba na reunião, ou na Justiça – afirmou Oliveira ao LANCE!.

O ex-senador, que também é proprietário do Uberlândia, costurou a entrada de Goiânia no NBB junto a Kouros Monadjemi, ex-presidente da LNB. À época, se comprometeu a pagar o valor de forma parcelada. Mas, quando soube que era R$ 500 mil, mudou de ideia, e até o momento não quitou nenhuma prestação.

Salgado se apoia em uma teoria bastante complexa e que não é considerada legalmente esportiva pelos dirigentes da Liga Nacional. Ele insiste que a vaga não foi ganha nos bastidores, e sim na quadra.

Ainda em 2013, a LNB criou um Triangular de Acesso ao NBB, que daria duas vagas vagas no torneio nacional. Tal competição, porém, nem contou com a participação de Goiânia. O time do Centro-Oeste fracassou na tentativa de se garantir no triangular ao terminar na terceira posição da Supercopa Brasil, atrás de Macaé e Fluminense.

Estes dois clubes disputaram o acesso com o Tijuca, último colocado da temporada 2012/2013 do NBB.

No triangular, Tijuca e Macaé garantiram de forma legítima o acesso. O Macaé, por não constar no quadro de filiados da LNB até então, precisou pagar R$ 250 mil para se filiar e poder jogar o NBB 2013/2014.

Diante de tal cenário, Fluminense e Goiânia se aproveitaram de brecha no regulamento e solicitaram o convite. Porém, no dia da reunião que decidiria a entrada de novos clubes, o Tricolor retirou sua candidatura alegando não dispor de recursos financeiros suficientes.

Os goianos, por outro lado, mantiveram a proposta e acabaram contemplados pela LNB, assim como havia ocorrido com o Basquete Cearense na edição anterior.

Pouco antes do início do NBB, o Tijuca desistiu da competição por conta de problemas financeiros.

Desta forma, Salgado considera que o Goiânia era o quarto da lista e automaticamente herdaria a vaga deixada livre por Flu e Tijuca.

Procurada, a LNB informou por meio de sua assessoria de imprensa que não falará sobre o caso, alegando ser um assunto interno.

Continuidade do projeto sob risco

Atualmente na 16 e penúltima colocação do NBB, com apenas sete vitórias em 27 jogos, o Goiânia corre sério risco de rebaixamento. Com mais cinco partidas a fazer na fase de classificação, a equipe precisa de uma reação urgente para não terminar nas duas últimas posições e ser obrigada a jogar a Liga Ouro (nome dado à segunda divisão) na próxima temporada.

Nesta quinta-feira, às 20h, o time faz um partida importante para suas pretensões. Na Arena Vivo, em Belo Horizonte, enfrenta o Minas, que é o 14 colocado, com oito triunfos em 26 jogos. No sábado, pegará o Espírito Santo Basquete, lanterna da competição.

Caso não consiga evitar a queda, a equipe passa a correr risco de extinção.

– Vamos ver o que irá acontecer. Se cairmos, não se garante uma continuidade automática do projeto. Precisaríamos repensar direito os investimentos. Infelizmente estamos brigando contra o rebaixamento. Quando criamos o time, nossa intenção era lançar novos valores e tentar terminar entre os oito primeiros. Mas as coisas não deram certo – disse Wellington Salgado de Oliveira.