icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes e Igor Siqueira
16/07/2014
07:03

Antes de direcionar as atenções para a definição do novo treinador, a CBF estuda uma mudança na hierarquia a partir da criação de um cargo de CEO. Leonardo, ex-diretor do Paris Saint-Germain, recebeu um convite do presidente José Maria Marin e passou a terça-feira reunido com os pares dele para avaliar a possibilidade.

O ex-jogador procurou-se informar sobre o que pensa a entidade dentro da proposta de reformulação e qual função teria. Leonardo se reportaria somente ao mandatário da CBF e teria gerência também sobre a pasta que cuida das competições. Portanto, não exerceria uma função restrita só ao futebol, seja do time principal ou de base.

Ainda esta semana, o ex-lateral deverá se encontrar com José Maria Marin para avançar nas conversas. O presidente da CBF concederá entrevista coletiva nesta quinta-feira na nova sede da entidade para esclarecer a saída de Luiz Felipe Scolari.

Fora do PSG desde julho do ano passado, Leonardo, recentemente, analisava uma possibilidade de voltar à Inter de Milão. Ele também foi sondado para integrar o comitê organizador da Copa do Mundo do Qatar, em 2022.

Até então no cargo de diretor do clube francês, o ex-jogador renunciou depois que foi suspenso pela Federação Francesa de Futebol (FFF) por nove meses. Ele teria empurrado o árbitro Alexandre Castro depois da partida entre PSG e Valenciennes, em 5 de maio, no fim da temporada de 2013.

A punição já havia sido anulada por um tribunal administrativo em outubro do ano passado. Em maio deste ano, o último recurso da FFF foi novamente rejeitado, concedendo de volta o direito de Leonardo a exercer funções no futebol.

Profissionais da base seguem planejamento

Com os dirigentes aliados fazendo pressão contra uma decisão precipitada sobre o novo técnico da Seleção, uma das alternativas possíveis – colocar o Alexandre Gallo, técnico da sub-20 do Brasil, como interino até o fim do ano – ainda não foi discutida com a comissão técnica da base.

Os profissionais das categorias inferiores continuam, por enquanto, com o foco no planejamento de observação de jogadores e preparação para torneios próximos.

A comissão técnica que lidera os garotos não recebeu bem as críticas que surgiram após o vexame na Copa, dizendo que a base da Seleção não é boa.