icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
25/07/2014
06:42

Enquanto o departamento de futebol do Fluminense dá indícios de viver um momento de estabilidade, o mesmo não pode ser dito em relação à administração do clube. Ao contrário do que havia sido prometido e divulgado aos torcedores, o Tricolor planeja aumentar os preços dos ingressos para a sequência da temporada.

A situação está sendo debatida e já criou uma crise institucional no clube, que levou à saída de Carlos Eduardo Moura do cargo de gerente de Arenas. Responsável pela política de preços populares e que vinha dando certo, já que o Flu é um dos clubes que mais arrecadam nos jogos do Brasileirão e também conta com a segunda melhor média de público da competição, o dirigente não concordou com a interferência e preferiu sair.

Procurado pela reportagem do LANCE!, o presidente Peter Siemsen preferiu não falar sobre o assunto. Contudo, o fato é que nas últimas semanas ocorreram reuniões entre pessoas ligadas ao clube, entre elas o vice-presidente de Projetos Especiais, Pedro Antônio Ribeiro da Silva e o Consórcio Maracanã S.A. para debater a questão dos preços, além de uma possível mudança no contrato do Fluminense com o estádio para os próximos 35 anos.

É verdade que existe pressão da concessionária para que o Flu aumente os preços. Entretanto, parte da diretoria tricolor gosta desta hipótese por preocupações financeiras e também por acreditar que os preços atuais prejudicam o crescimento dos programas de sócios do Fluminense.

Mensalidades podem subir

Além de aumentar o preço dos ingressos, o Fluminense também estuda encarecer os valores das mensalidades dos programas de associados do clube. O mesmo não valerá para o sócio-futebol, que tem direitos limitados aos jogos, sem acesso às áreas sociais da instituição. A compensação financeira no sócio-futebol pode vir a ser uma alteração nos valores dos descontos existentes para a categoria.

Após divergências, assessor de Peter, Jackson Vasconcelos, chegou a pedir para sair

O assessor executivo do presidente Peter Siemsen, Jackson Vasconcelos, não está mais tão à vontade no cargo. Recentemente, ele vem discordando bastante do presidente tricolor e insatisfeito, chegou a mandar uma mensagem para o mandatário pedindo para deixar o cargo, já que tinha uma sensação de missão cumprida. 

A situação ocasionou uma reunião de emergência que durou cerca de duas horas entre Jackson e Peter. Por fim, o presidente conseguiu demover o assessor da ideia e ele acabou permanecendo no clube, por enquanto.

Antes braço direito do presidente, Jackson agora tem a atuação mais limitada, já que Pedro Antônio da Silva, vice-presidente de relações institucionais do Fluminense, ganhou espaço na gestão e virou o principal conselheiro de Peter.

Peter defendeu política de preços ao LANCE!Net

Em entrevista concedida ao LANCE!Net no dia 28 de abril, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, rasgou elogios à política de preços estabelecida pelo então gerente de arenas do clube, Carlos Eduardo Moura:

- O modelo de preços definido pelo Fluminense é extraordinário. Precisa, é claro, da boa presença de público como contrapartida, que também necessita de um bom desempenho do time. É mérito total do nosso gerente de arenas, Carlos Eduardo Moura, ideia adaptada até do campeonato alemão. Lá você tem o Bayern com um poder de investimento enorme e o Borussia que não tem tanto poder de investimento, mas compensa isso com preços baratos, estádios lotados e uma força muito grande.