icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
29/04/2014
23:08

O conselheiros do Fluminense aprovaram por maioria absoluta as contas de 2013 em reunião do Conselho Deliberativo ocorrida no Salão Nobre do clube na noite desta terça-feira. Outra decisão importante, a homologação do vice-presidente de marketing, Marcello Gonçalves, foi adiada para o próximo encontro dos conselheiros, ainda sem data definida.

Antes da votação das contas, houve um período de impasse. Isto porque o membro do Conselho Fiscal, Humberto Menezes, divergiu dos outros conselheiros e optou por não assinar o documento das contas por ter encontrado algumas imprecisões. Depois do posicionamento do conselheiro, outro membros decidiram se manifestar e de forma veemente chegaram a dizer que votar as contas sem uma das assinaturas seria uma afronta ao estatuto do clube e uma vergonha para o Fluminense.

O ocorrido incomodou o presidente Peter Siemsen que se dirigiu à tribuna e discursou enfaticamente pela lisura da gestão. O mandatário lembrou os esforços do clube no ano passado, citou os problemas com a Procuradoria do Rio de Janeiro e as constantes penhoras que o Flu sofreu. Além disso, afirmou que a política do país é vergonhosa e criticou novamente os procuradores do Rio por agirem de uma forma desonesta com o Fluminense. Por fim, lembrou que o clube sempre buscou pagar as dívidas e recentemente foi reconhecido pelo BMG, instituição com a qual pegou um empréstimo recente, como a única organização do futebol que tem buscado honrar fielmente com os compromissos assumidos com o referido banco. Ele ainda comemorou o déficit de apenas R$ 3 milhões num ano de tamanhas dificuldades.

Cabe ressaltar que Peter Siemsen também prometeu que irá revelar os valores dos repasses das vendas de jogadores para empresários, mas contou que fará isto à contragosto, uma vez que a divulgação destes números estratégicos só beneficiariam a empresários prejudicando o clube. Ainda disse que não dá para comparar a situação do Flu com rivais como Flamengo e Corinthians que possuem grandes verbas referentes às cotas de tv e exaltou o fato de o Fluminense não ter precisado adiantar as cotas para saldar suas dívidas.

As palavras de Peter acalmaram a discussão e decidiu-se pela continuidade da votação. Apenas 13 pessoas optaram por reprovar as contas e a situação pôde comemorar a solução de uma questão que vinha causando polêmica nos tempos recentes.

Em relação aos cargos vagos da vice-presidência de marketing e a função de tesoureiro, optou-se por adiar as votações para que os indicados, Marcello Gonçalves e Claudio Pires, possam preparar uma apresentação de seus respectivos projetos como ocorreu recentemente quando Pedro Antônio Ribeiro da Silva foi homologado como vice-presidente de projetos especiais.