icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira
19/04/2014
15:58

O clima político no Botafogo esquenta a cada dia que passa. Com eleições marcadas para novembro, as últimas duas reuniões do Conselho Deliberativo tiveram discussões acaloradas.

Primeiro, no dia 25 de março, foi o próprio presidente Mauricio Assumpção que discutiu com Carlos Eduardo Pereira, um dos pré-candidatos da oposição. Depois, na reunião de terça-feira, foi a vez de Antonio Carlos Mantuano, também pré-candidato, se exaltar com Paulo Mendes, vice-presidente geral. Ao fim da reunião, insatisfeito com a forma com que as conversas foram levadas, Mantuano acabou batendo com o Estatuto do clube, que estava nas suas mãos, na cabeça de Paulo.

Ex-vice presidente geral durante o primeiro mandato de Assumpção, entre 2009 e 2011, e membro influente da política do clube, Mantuano admitiu que exagerou na reação que teve, mas garantiu que só fez isso devido aos rumos que a reunião tomou.

- Fiz aquilo porque estava indignado com o presidente Mauricio Assumpção e com o presidente do Conselho, José Luiz Rolim, que desrespeitaram o Estatuto do Botafogo - desabafou Mantuano.

Nome forte para as eleições alvinegras, Mantuano lembrou das eleições de 2009 e atacou Mauricio, dizendo que ele caiu de paraquedas na política do Botafogo. Naquele ano, apenas Assumpção apresentou candidatura e foi eleito sem disputa.

- Ninguém conhecia o Mauricio no clube. Eu era o candidato, mas dois meses antes da eleição tive que desistir por diversos fatores pessoais e ele acabou sendo eleito. Na época, muitos que me apoiavam chegaram em mim e perguntaram quem era o Mauricio, já que era um desconhecido - disparou o conselheiro.