icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
30/06/2014
16:01

Quando ouvem o nome de Carlos Sánchez, os colombianos imediatamente se lembram de um empate sem gols contra a Argentina, pela primeira fase da Copa América de 2011: naquele dia, o volante marcou o craque Lionel Messi e levou a melhor, além de ter sido muito elogiado por não apelar para a violência. Nas quartas de final da Copa do Mundo, às 17h de sexta-feira, em Fortaleza, ele terá mais uma missão ingrata. Mas ter de parar Neymar não lhe tira o sono.

- Neymar é uma estrela em todo o mundo. Mas seria falta de respeito dizer que vou marcá-lo de forma diferente, porque o Brasil tem outras estrelas também. Temos de marcar todos na sexta-feira - disse Sánchez, que não enxerga a necessidade de se preparar de forma diferente por enfrentar os donos da casa.

- Nós não temos de mudar nada. Claro que vamos tomar as precauções pertinentes, porque vamos enfrentar uma grande seleção, mas a Colômbia está fazendo um grande trabalho na Copa do Mundo e tem de seguir assim.

Sánchez tem razão. Enquanto o Brasil acumula duas vitórias (contra Croácia e Camarões, na primeira fase) e dois empates (diante de México e Chile, este último pelas oitavas), os colombianos venceram todos os jogos que disputaram: Grécia, Costa do Marfim, Japão e Uruguai foram as vítimas.

- Temos de fazer história, é nisso que pensamos. Não penso apenas no encontro com Neymar, porque muitos outros bons jogadores podem passar na zona do campo em que eu jogo. Tenho de estar atento a totos. Neymar é uma referência, mas o Brasil não é apenas Neymar.

Os jogadores da Colômbia tiveram folga no domingo, dia seguinte à vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, pelas oitavas de final. Concentrados no Centro de Formação de Atletas do São Paulo, em Cotia, foram até o Guarujá, litoral paulista, encontrar familiares. Nesta segunda-feira, voltaram ao batente: os reservas trabalharam no gramado, enquanto os titulares fizeram exercícios no Reffis.