icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira e Paulo Victor Reis
22/11/2014
09:55

Candidato a presidente do Botafogo pela Chapa Azul, Carlos Thiago Cesário Alvim falou ao LANCE!Net sobre os seus planos. Ele falou sobre Engenhão, sedes e muito mais. Aos 54 anos, ele disputa a eleição presidencial pela primeira vez. Os sócios-proprietários do clube vão às urnas na próxima terça-feira e vão escolher entre Carlos Eduardo Pereira, Carlos Thiago Cesário Alvim, Marcelo Guimarães e Vinícius Presidente.

Confira o que Carlos Thiago tem a dizer:

LANCE!Net: Por que ser presidente do Botafogo?

'NOSSA CHAPA É DE UNIÃO. A HISTÓRIA DO BOTAFOGO ESTÁ COM A GENTE'

CARLOS THIAGO CESÁRIO: Por duas razões: paixão e missão. Paixão pelo nosso Botafogo, somos torcedores apaixonados e ajudamos o clube há décadas. Estamos dentro da vida do Botafogo e não poderíamos nos omitir nesse momento tão delicado. Missão porque a Chapa Azul é a chapa de união, é um grupo fortíssimo. Pessoas de destaque em várias áreas que serão importantes para a reconstrução do clube, são botafoguenses ilustres renomados, com muito sucesso na vida pessoal, e vários outros comuns e apaixonados como nós.

Eles nos deram essa missão, de reconstruir o Botafogo, de colocar o Botafogo numa transparência nunca antes vista de seguir os orçamentos, de respeitar a despesa tendo receita para cobrir, de fazer governança corporativa, fazer uma descentralização... Falamos sobre essas mudanças há muito tempo, na base, na formação no jogador e essa é uma missão que eu e Durcesio vamos ter. Nós vamos colocar o futebol do Botafogo de uma maneira que respeite o DNA alvinegro, que respeite esses 110 anos de história. Teremos uma administração rígida.

Somos empresários de sucesso, temos empresas grandes. Tenho 70 empregados diretos, 200 músicos, 35 taxistas, que tomo conta todos os dias. Durcesio é empresário do ramo de aviação, também tem restaurantes, é uma pessoa capaz, competente. O grupo tem pessoas de muita cultura. Cultura jurídica, financeira, econômica, futebolística... Nós tentamos um acordo, pela dimensão dos problemas que o próximo presidente vai encontrar, queríamos uma chapa única, com todos os candidatos abrindo mão de algumas coisas, e juntos irmanados, caminhássemos juntos, mas não foi possível. A história do Botafogo está com a gente. As três chapas foram os únicos que ficaram fora. O resto do Botafogo pensante, atuante, está conosco. Não é uma chapa política, é uma chapa técnica, não vamos ficar de blá blá blá, falando mal... Estamos muito preocupados com a situação que o próximo presidente vai encontrar.

DURCESIO MELLO, candidato a vice pela Chapa Azul: Só confirmo as palavras do Thiago. O Botafogo não vai acabar, ele é viável. Estamos fazendo um projeto para trazer o Botafogo de volta para o espaço que ele merece. Não vai ser fácil, vai exigir sacrifícios, teremos que adequar o orçamento do clube, vamos conseguir outros recursos. O Engenhão vai voltar, estamos com um projeto nisso. Vencendo, temos um longo trabalho pela frente, mas que vai trazer frutos.

L!Net: É possível pagar esta dívida estimada em R$ 720 milhões? Como?

'A DÍVIDA ESTÁ EQUACIONADA'

C.T: A dívida está equacionada, o problema é honrar e pagar os compromissos. O Botafogo não fecha, não acaba, enquanto nós estivermos vivos. O Botafogo é um clube imortal. Ele nunca vai fechar. Não somos empresa. Se fôssemos empresa, a situação já estaria insustentável. O Botafogo tem muito mais de quatro milhões de torcedores apaixonados. O Botafogo é uma entidade, uma instituição que exige e merece respeito.

Quando falamos em 720 milhões, temos que pensar em 2015, temos que pensar por partes. Em 2015 temos que pagar 40 milhões. 18 milhões de Refis, 12 de Ato Trabalhista, 10 de impostos que estarão vencendo e teremos que pagar também um pouco do que foi emprestado nesta última gestão. Tem financiadores e pessoas que ajudam o Botafogo, temos que saldar o débito com elas. Então, estamos falando de 40 a 50, no máximo 60 milhões de custo. Sobram 40 para você rodar o clube, partindo do princípio que se tem de volta o Engenhão, manutenção dos valores com patrocínios, receitas de bilheterias, sócios-torcedores e proprietários. Botafogo tem mais ou menos 46 milhões de TV, 25 milhões de patrocínio de camisa, 15 milhões com bilheteria, seis milhões com títulos de sócios-proprietários e sócio-torcedor, mais a parte de licenciamento, que vislumbramos com capacidade de crescimento muito grande. Se fizermos tudo isso, teremos 100 milhões.

Aí vem a importância do grupo que está com você. Se formos pela matemática simples, você terá uma folha salarial de dois milhões, mas aí a Chapa Azul tem nas suas fileiras pessoas que estão acostumadas a negociar com o futebol. O futebol vai precisar desse relacionamento. A Chapa Azul tem inúmeras pessoas que já foram vice-presidentes de futebol, diretores de futebol, gestores de empresa que trabalham com jogadores. A Chapa Azul tem Antonio Rodrigues e Marcos Paulo, vice-presidentes e diretores campeões em 1995, tem João Paulo Magalhães Lins, irmão de Zé Luca Magalhães Lins, botafoguense apaixonado com trânsito na CBF, federação, Globo, mundo do futebol. A Chapa Azul tem Carlos Augusto Montenegro, que se relaciona bem com todo mundo, com todos os poderes. A Chapa Azul tem os donos da MFD, empresa de botafoguenses criada para administrar o patrimônio que o Botafogo devolveu para eles, para honrar compromissos de empréstimos, é uma empresa seríssima. A Chapa Azul tem Alberto Macedo, que já foi gestor e é uma pessoa com cultura jurídica imensa.

Temos como criar o futuro do Botafogo e ter um time que as outras chapas não podem oferecer para 2015. Essa é nossa missão, nossa certeza. Somos pagadores de tributos, o empresário brasileiro é descascador de abacaxi. Vamos trazer essa nossa experiência para dentro do Botafogo. Vamos dar alegria para milhões de famílias brasileiras.

L!Net: Se a Lei da Responsabilidade Fiscal do Esporte não sair, a saída será o Refis da Crise?

'O BOTAFOGO NÃO PODE SER CALOTEIRO. NÃO FICAMOS CONFORTÁVEIS COM ISSO'

D.M: Já está pago. A lei vai apenas melhorar o Refis, aí você migra do Refis para a Lei. Estamos no Refis. Se você migra para a Lei, melhora. As dívidas têm que ser pagas.

C.T: O Botafogo quitando as parcelas da entrada, esse valor cai para R$ 600 mil por mês no próximo ano. Fui procurado por uma pessoa que tem um crédito tributário. Ele está convicto de que esse crédito pode ser cedido ao Botafogo e o clube pagar as suas dívidas, e ficar como credor essa família que tem um crédito enorme com o Governo Federal. A Chapa Azul está avaliando essa situação. Isso é um plano C. O plano A é o pagamento do Refis, o B é a Lei.

Vamos ter comitês gestores em cada área para tratar de cada assunto. O Botafogo não pode ser caloteiro, não ficamos confortáveis com isso. A história do clube não dá conforto para isso. Notícias sobre dívidas me fazem mal, fico envergonhado. Estamos muito conscientes da nossa missão. O Botafogo não pode mais errar. O Botafogo não é um problema, é a solução.

L!Net: Quais são os planos da Chapa Azul para o Engenhão?

'O ENGENHÃO ESTARÁ SEMPRE DE PRETO E BRANCO'

C.T: O Engenhão pode ser utilizado no conceito shopping center. Temos falado com empresas especializadas para aproveitar o espaço ali dentro. Você pode fazer feira de automóveis no estacionamento. Com relação à customização, é uma vontade minha, adoro bandeira enorme. Queria que quando o cara olhasse do avião, na chegada ao Rio, visse uma bandeira do Botafogo. Somos alvinegros, podemos fazer isso, sim. É uma ideia para a Chapa Azul levar adiante, um bandeirão de 300 metros (risos) para ver do avião. Fazer parcerias com empresas que nos permitam de colocar o Engenhão em preto e branco. Com a facilidade e ativação do sócio-torcedor como a gente pensa, o Engenhão estará sempre de preto e branco, com as cadeiras ocupadas por torcedores em cima de cadeiras de qualquer cor.

Se a gente não conseguir, o público tem que ir para a Leste, área de frente para as televisões. Temos que ter uma sensibilização para que a área da Leste Inferior seja ocupada. Faz uma imagem linda para quem está em casa. É lógico que eu vou querer colocar o Engenhão preto e branco, mas se eu não conseguir, vou ter inteligência para fazer que a nossa torcida coloque uma cara bem alvinegra na frente da televisão, na área Leste.

A torcida tem que ficar na Leste. Visitante vai ficar na Sul. Em todo o lugar do Brasil que vou, fico no cantinho. Visitante vai ficar no cantinho. Não vai ter mais visitante do outro lado, vão ficar na Sul.

D.M: O Engenhão vai ser um centro de entretenimento para aquela região que é carente, teremos shows, bilheteria. Vai ser um ponto fortíssimo para atrair o sócio-torcedor. Temos que aumentar o número de sócios para 30, 40 mil. Acho que isso é viável, mas é preciso dar privilégios.

O Engenhão tem uma despesa de seis, sete milhões por ano e pode gerar uma receita de 15 a 20 milhões, fora naming rights. Não é fácil, mas é uma possibilidade, há propostas. O Engenhão é o futuro do Botafogo. Vai ser uma fonte de receitas.

L!Net: O que acha da proposta de dar direito a voto aos sócios-torcedores?

'VAMOS PROPOR QUE QUEM PAGAR DOIS ANOS SEGUIDOS PODE GANHAR DIREITO A VOTO'

C.T: É um pensamento da Chapa Azul, é uma das propostas, com certeza (direito a voto ao sócio-torcedor). Mas primeiro, tem que mudar o Estatuto. É leviano dizer que vai fazer. O Botafogo tem no Conselho Deliberativo uma parte que é permanente. O novo presidente entra com 140 nomes. A Chapa Azul pensa que temos que aumentar o número de sócios-torcedores. O Botafogo não é menor do que o Internacional, que tem mais de 100 mil sócios. Tenho que dar ao sócio-torcedor o que ele quer. A primeira coisa que ele quer, segundo pesquisa recente, é ter vantagem em compra de produtos oficiais. Eu acho muito interessante e democrático a vida política de clube não ser decidida por mil, 1.200 pessoas.

O problema do sócio-torcedor é que ele sai com a derrota. Isso me atrapalha. Os nossos estudiosos têm pensado em várias modalidades no plano de sócio-torcedor. Tem quem só quer ajudar e não quer ir a jogo. Tem quem quer ir a jogo e para esse tem que ter um valor diferente. A Chapa Azul vai propor que quem pagar dois anos seguidos ganha direito a voto ou ganha o título de sócio-proprietário, acho isso muito interessante. Estou trazendo para o debate interno da Chapa Azul este pensamento. Você vai demorar um ano para aprovar isso no Conselho. Isso não é fácil. Vão ter várias pessoas contra. Temos que caminhar e apresentar uma proposta bem elaborada.

D.M: Acho fundamental isso. É uma das pontas da estrela do nosso projeto.

L!Net: O que a Chapa Azul traz de diferente das demais? O que pode fazer de diferente?

'NÃO VOU FAZER NADA SOZINHO. A CHAPA AZUL É DE UNIÃO'

C.T: Esta é uma chapa de união do Botafogo. É uma chapa técnica, são pessoas que não precisam de dinheiro. Eu e Durcesio somos empresários de sucesso. O presidente do Botafogo não ganha dinheiro, não tem salário, não pode fazer negócios. Moramos no Rio de Janeiro, ao lado do nosso clube. Vamos estar todos os dias dentro do Botafogo. Não somos ligados a partidos políticos, somos botafoguenses, somos pessoas que temos sucesso no mundo empresarial. Temos um corpo técnico ao nosso lado, preparado. O Botafogo precisa de três coisas urgentes: pagamento do Refis, volta ao Ato Trabalhista e volta do Engenhão.

Teremos credibilidade nos tribunais para voltar ao Ato Trabalhista. Qual é a chapa que tem capacidade para sensibilizar o prefeito Eduardo Paes? É um amigo, um carioca da gema, só está esperando as obras do Engenhão ficarem prontas para devolver. Quem vai falar com ele? Montenegro, João Pedro Figueira, Rodrigo Maia... Todos estão na nossa chapa. Teremos que negociar, teremos que ter um algum tipo de ressarcimento. A Chapa Azul tem muito mais condição do que qualquer outra chapa para fazer isso. Não somos uma chapa política.

Carlos Eduardo faz política no Botafogo. Está sempre arrumando briga no clube. É candidato há 40 anos. É um grupo que está sempre arrumando briga. Vinícius é um político profissional, já foi candidato a vereador duas vezes. Marcelo Guimarães é uma pessoa nova na política do Botafogo.

Eu gostaria de saber quem dentro desses três grupos têm condição de fazer isso. Não vejo eles falando de grupo, só de pessoas individuais. Não é o Thiago, eu sozinho não consigo fazer nada. É a Chapa Azul, união de botafoguenses por amor ao clube, que pode fazer.

D.M: Estamos mais capacitados. Se você analisar os membros da nossa chapa, sem desqualificar as outras, há gente mais capacitada de tirar o Botafogo dessa situação. Não sou salvador da pátria, nem ele. Esse negócio de mecenas tem que acabar. Os clubes têm que ser capazes de gerir a própria receita.

L!Net: Quais são os planos para as categorias de base do Botafogo?

'O CENTRO DE TREINAMENTO É UMA DAS PRIORIDADES'

C.T: O objetivo da Chapa Azul é fazer uma base fortíssima. Alimentarmos o time principal com a base daqui a dois anos e meio. Ter um futebol verticalizado, que vai do sub-13 ao profissional. A ideia é ter um diretor de futebol que se responsabilize por todo o futebol do clube, desde as categorias de base.

Temos que fazer um centro de treinamento, é uma das prioridades da nossa gestão, temos que estudar. Hoje temos Marechal Hermes, mas é um espaço pequeno para um moderno e definitivo centro e treinamento. Ou conseguimos o aumento da área ou pensamos em outras possibilidades. Temos o Engenhão, Caio Martins, que tem contrato até 2023, não dá para pensar uma coisa definitiva lá. O terreno doado pela Prefeitura é preciso fazer uma nova consulta junto à Prefeitura. O terreno da Dona Therezinha também não tem espaço para um CT definitivo.

D.M: Tudo está ligado de novo às dívidas. Se você está no Refis e de volta ao Ato, desbloqueia. O Centro de Treinamento vai sair na nossa gestão. Era uma das promessas do Mauricio, mas Marechal está num terreno baldio, botou abaixo. A base é fundamental na nossa gestão.

L!Net: Quais são os planos para as sedes do clube?

'AS SEDES TÊM QUE SEGUIR SUAS VOCAÇÕES'

C.T: Sustentabilidade, essa é a palavra para as sedes. As sedes têm que seguir suas vocações. Para as salas da cidade, podemos levar o administrativo e o financeiro. Lugar parado não vai ficar. Ou vai ser usado ou vai dar dinheiro. Sacopã é um lugar maravilhoso, quem sabe não cabe um restaurante ali? General Severiano, que clube lindo, lugar agradável. Ali você vê o Cristo e o Pão de Açúcar... O que se tem mais em volta do Botafogo é casais com filhos. A relação custo-benefício para ser sócio-proprietário do Botafogo é excelente, há quadras cobertas, atividades sociais.

Marechal Hermes temos que ver. Se não for CT, pode ser o campo da base, com capacidade para os números de espectadores da base. Botafogo é um clube popular. Botafogo não é o Fluminense. Em qualquer comunidade, tem botafoguense, são os famílias. O que nos agrada em Marechal é a localização.

Caio Martins é uma moeda, há vários projetos de especulação imobiliária. Até 2023 o Botafogo estará ali. Hoje foram feitos alojamentos na antiga área dos camarotes. O terreno de Vargem Grande, como está, não tem utilização. Se conseguirmos transformar em propriedade, é uma solução. É uma área que nos interessa muito. Temos hoje grupos de estudos formados. Ainda não tenho hoje uma solução definitiva e estudos de viabilidade que estão sendo feitos dentro do patrimônio do Botafogo.

O parque aquático me enche de orgulho, fico arrepiado com aquilo ali. Pode ter vocação de bar, restaurante. Podemos crescer a torcida do Botafogo no Engenhão.

Tem muitas possibilidades. O patrimônio do Botafogo é riquíssimo, pode ser melhor trabalhado. Pensaremos no presente e no futuro.

L!Net: Daqui a três anos, quando terminaria o seu mandato, se eleito, como o torcedor pode imaginar o clube?

C.T: No final do nosso mandato, colocaremos um time forte. Em 2015 faremos o possível. Teremos uma folha salarial com a metade do que temos hoje, não é nossa vontade, é o que vamos herdar. Teremos de ter muita inteligência, muito contato, vamos preparar o Botafogo para 2017.

D.M: Prometer títulos é muito difícil, mas futebol é prioridade do Botafogo, sempre vai ser. O que queremos é preparar o Botafogo para ficar forte sempre. Queremos deixar o clube com caminho, daqui a 10 anos, no lugar onde ele deve estar. O São Paulo, durante a construção do Morumbi, ficou 11 anos sem ganhar nada, mas hoje é o que é. É óbvio que queremos títulos, até para fortalecer a marca, mas prometer é difícil. Essa é a nossa esperança, ter um título nacional.

L!Net: O que se pode esperar do futebol do Botafogo em 2015?

'SOU COMPETITIVO. QUERO DISPUTAR TÍTULOS'

C.T: Sou competitivo, vou disputar título. O Botafogo tem que ter alma, se conseguirmos colocar essa alma no futebol, o Botafogo vai sempre disputar. O time que estiver em campo vai ter que honrar as tradições. Vamos botar isso para frente. Durcesio é muito competitivo e otimista. Esse é um diferencial da Chapa Azul, é muito otimista, vamos passar isso para dentro de campo. Tomara que isso se traduza em títulos rapidamente. O Botafogo quando entrar no momento das vitórias, tem que permanecer por 10 anos. Essa nossa fé, determinação e positivismo, serão fundamentais para reerguer o Botafogo. Não sou chororô, não gosto disso.

L!Net: Já é possível projetar a permanência de jogadores para 2015?

'ESPERO COMEÇAR O TIME COM O JEFFERSON'

C.T: Espero começar meu time com Jefferson. Gostei do Régis e o Dankler é um bom jogador. Gabriel fica. Daniel deve voltar, Gegê pode ser melhor aproveitado. Gilberto volta e gosto muito do futebol dele. No futebol você precisa dar ritmo. Mas precisamos trazer mais uns dois beques. Vejo o seguinte, vamos perder muitos contratos e sobem 43 da base. Claro que não vamos aproveitar todos, mas teremos uma condição de pincelar vários elementos da base para reforçar o elenco. Acho que o Botafogo precisa de um centroavante forte.

Gosto muito do Loco Abreu. É um ídolo e aquele gol de cavadinha ficou marcado. Nunca mais será esquecido. Me lembro do Dimba, fez gol de título. Maurício, que fez gol da quebra do jejum, tem um patamar quase igual aos ídolos que foram campeões pela Seleção Brasileira.

Temos diversas pessoas que podem trazer nomes para o Botafogo. Precisamos ter inteligência. Se você não tem dinheiro, é preciso fazer contratações acertadas. Muita garra, muita luta. Pagar em dia para cobrar suor, lágrima, postura e obstinação pela vitória. É uma mentalidade que vai de cima para baixo.

Quando você vê a participação do Goiás, Sport... Eles não têm orçamento tão grande, mas fazem times que se candidatam a títulos. Surpresas podemos fazer, mas não consigo falar agora disso. Tenho que ver quem vai ficar.

Quem vai falar do técnico será o diretor de futebol que teremos. O trabalho do Mancini está sendo de homem, mas não vou falar sobre técnico, dentro do nosso modelo de gestão, cada responsável por sua área vai ter metas para ser alcançadas. Sendo assim, ele vai ter liberdade de escolha. Esse novo diretor, não estou falando do cargo do Gottardo, estou falando de algo maior.

Estamos conversando, nome de botafoguense, vitorioso. Terá uma liberdade de escolha. Não posso impor a ele ficar com um ou outro, porque vou cobrar metas. A Chapa Azul é a que mais tem vantagem para montar um time competitivo para o Botafogo. É só olhar os nomes que compõem cada chapa.

L!Net: Quais são os planos para os esportes amadores?

'É UMA TRADIÇÃO ALVINEGRA, QUE VAMOS RESPEITAR'

C.T: No remo pretendemos dar continuidade aos títulos. O trabalho tem sido muito bem feito. Pretendemos manter o Botafogo com a supremacia.

Nos esportes olímpicos, o Botafogo tem uma história muito bonita no vôlei. Bernardinho é botafoguense, Bruno também. Bebeto de Freitas, que está na nossa chapa, também é, é um cara consagrado mundialmente. Essa é uma tradição alvinegra, que a gente vai respeitar.

O Botafogo tem uma tradição muito forte nas escolinhas, sempre foi. Há problemas quando vai para o time principal. Como estamos com pouco dinheiro, é preciso criar sustentabilidade para os esportes olímpicos e amadores.

O polo aquático do Botafogo é excelente. A natação vai bem e pode crescer. O futebol de salão liga ao sub-13, vai abastecer o sub-13.

Nossos grupos de estudiosos estão estudando projetos com incentivos fiscais. Quero ver o Botafogo espalhado pelas nossas sedes. Nosso grupo vai viabilizar, nos colocar com incentivos fiscais, mas não vamos parar nisso. Temos que atacar em todas as áreas.

L!Net: Qual será a sua primeira atitude se eleito?

'VAMOS TRATAR BEM A TORCIDA'

C.T: Assumir o clube, sanear as despesas e montar time. Assumir o Botafogo com muita honra, amor, competência, formar time e tratar bem a torcida.

L!Net: Os planos mudam com a Série B?

C.T: Não mudam nada, o Botafogo sempre faz time de primeira. O Botafogo é time de Série A em qualquer lugar, assim ele vai continuar e seguir. O projeto de receitas independe de Série A ou B. É óbvio, porém, que a A tem muito mais apelo.