icons.title signature.placeholder Bruno Braz
06/11/2013
07:33

Quando chegou ao Vasco, após nove anos no exterior, Edmilson surpreendeu a todos ao frisar, com personalidade, sua principal qualidade: fazer gols. Após oito meses de readaptação, algumas pequenas lesões e enfrentando uma ameaça de rebaixamento, o atacante, em entrevista ao LANCE!Net, não fugiu da responsabilidade e, escolhido pelo técnico Adilson Batista para ser o centroavante da equipe, repetiu o discurso:

– Não posso fugir da responsabilidade. Não fugi com 19 anos, então, não é agora, com 31, que fugirei. Lógico, respeito todos aqui, mas eu sei fazer gol. Vou estar torcendo para todos, assim como todos estarão torcendo por mim, mas se a bola sobrar, vou estar bem posicionado e concentrado para finalizar mais uma vez em gol – disse, embalado pelos dois gols feitos na última rodada sobre o Coritiba.

Como saiu cedo do Brasil, poucos puderam conhecer tal atributo, mas no Japão, onde atuou por oito temporadas, marcou seu nome. Por lá, se tornou o segundo maior goleador da história da Liga.

Na análise de Edmilson, a falta de sequência até o momento no Vasco o impediu de mostrar tal característica. No Gigante da Colina, o máximo de partidas consecutivas que conseguiu emplacar como titular foram quatro. Ao todo, são nove jogos atuando entre os 11, dos 24 confrontos que disputou até aqui com a camisa cruz-maltina:

– Todo jogador precisa de sequência e eu não sou diferente. Com sequência você tem mais chance de fazer gol, se adapta mais rápido... Hoje, com muito trabalho, espero ter essa sequência. Vou esperar a decisão do Adilson Batista e, se eu jogar domingo contra o Santos, vou dar meu melhor mais uma vez para ajudar o Vasco a sair desta situação na tabela.

Bate-Bola

Edmilson
Em entrevista exclusiva ao LANCE!

Como você encara esta titularidade e a responsabilidade de marcar os gols do Vasco?

Confio no meu potencial. Minha historia não é à toa. São mais de 200 gols, com muito trabalho e dedicação. Eu sei fazer gol.

Acha que falta uma sequência?

Com o Paulo Autuori, joguei quatro de sete jogos que ele esteve aqui. Depois, com o Dorival, as últimas quatro partidas antes de me machucar, eu joguei também. Todos os treinadores que passaram aqui sabiam do meu potencial. Agora, com o Adilson, está sendo importante. A confiança voltou. Depois de uma lesão muscular pude retornar, fazer gol e ajudar o Vasco.

No domingo, você tem a chance de jogar pela primeira vez no Maracanã atuando pelo Vasco e a expectativa é de casa cheia. Ansioso?

A expectativa é enorme. Eu vim para cá, além do desafio, para ter essa adrenalina de novo e viver o futebol. No Japão, eu jogava para 60 mil pessoas, mas no Qatar, para 300 torcedores. Domingo vai ferver. 70 mil não é brincadeira, não é qualquer time que coloca isso no estádio.