icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo
19/06/2014
07:50

“A confiança voltou”. A frase por ela mesma não quer dizer muita coisa – dita quase que de maneira despretensiosa em meio a uma grande entrevista. Porém, tem grande significado. Basta colocar à mesa o contexto. O peso dela se deve, primeiramente, por ter sido dita pelo volante Fabrício, que, antes de chegar ao Vasco, estava encostado e quase esquecido no São Paulo. Além disso, o fato de hoje estar defendendo o Cruz-Maltino aponta que o jogador acreditou em Adilson Batista, técnico que, segundo ele, foi determinante na carreira e que parece guardar um grande carinho.

Fabrício está confiante. Confiante de que, em breve, voltará a apresentar o mesmo futebol que o fez ter destaque no cenário nacional outrora, principalmente, quando defendeu as cores do Cruzeiro.

– No começo (no Vasco), tive receio. Fazia muito tempo que não jogava, mas o trabalho foi bem feito. Tive tempo de trabalhar bem. Logo depois que joguei os primeiros 90 minutos, a confiança voltou. E a tendência é melhorar cada vez mais. Estou perto disso – garantiu.

Mas para que essa história tivesse um início, foi preciso, antes de confiar em si mesmo, acreditar num velho conhecido: Adilson Batista. O treinador, que já havia comandado Fabrício no Júbilo Iwata (JAP) e no Cruzeiro, fez questão de ligar e fazer o convite para que o volante acertasse com o Cruz-Maltino. Pesou. Era a chance de trabalhar novamente com o profissional que o fez mudar o jeito de ver futebol. Terceiro encontro na carreira entre os dois:

– Não saí antes de São Paulo devido a uma série de fatores, principalmente família. Este ano, chegou a hora de pensar de novo na minha parte profissional e pesou voltar a trabalhar com o Adilson.

Confiança. Talvez esta seja, mesmo que começando com a letra C, a primeira palavra do dicionário de Fabrício atualmente.


A CARREIRA

Começo e viagem

Após passagem pelas categorias de base do União São João, chegou ao Corinthians, pelo qual ficou entre 2011 e 2005. No ano seguinte, foi para o Japão, onde ficou até 2007.

Volta e auge

Voltou para o Brasil em 2008, para o Cruzeiro. Em Minas, teve o auge na carreira e conquistou três títulos mineiros (2008, 2009 e 2011). Ficou até 2011.

Momento difícil

Em São Paulo, talvez, o pior momento. Esteve encostado por um bom tempo e, entre 2012 e 2014, jogou apenas 35 vezes, nenhuma vez este ano.

BATE-BOLA
FABRÍCIO - SOBRE ESTA NOVA FASE

‘Não olhava a parte tática’

Como foi o contato com o Adilson antes do acerto?

O Vasco me procurou e depois ele ligou: ‘Vem para cá, precisamos conquistar essa Série B. Independentemente se você vai jogar ou não, vai ser importante.’ Foi uma conversa franca.

Você disse que mudou o jeito de olhar futebol depois de trabalhar com ele...

Até trabalhar com ele, fazia apenas o dia a dia, não tinha o olhar para o adversário, a parte tática. Primeira vez que trabalhamos juntos foi no Japão, em 2006, e eu era muito novo.