icons.title signature.placeholder Bernardo Cruz
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12/07/2013
16:51

Todos que acompanham o futebol estão acostumados a ver um Guardiola sério, reservado e muito focado no trabalho. No entanto, longe dos holofotes, o espanhol tem uma figura totalmente diferente e que poucos tiveram o privilégio de conhecer e conviver. Entre eles, dois brasileiros que atuaram juntos com o treinador do Bayern de Munique.

Um deles foi Oliveira. Revelado pelo São Paulo na geração de Kaká, Julio Baptista e Fábio Simplício, o ex-meia atuou ao lado de Guardiola no Al-Ahli (ARA) e lembra que levou valiosas lições para o resto da carreira:

- Uma coisa que aprendi com ele era que todo treino deveria ser encarado como jogo. Todas as atividades ele tinha seriedade. Outra coisa é que ele falava na cara quando alguma coisa estava errada. Lembro de um jogo em que perdemos o primeiro tempo e no vestiário o Xeque entrou e começou a reclamar. O Guardiola levantou e defendeu o grupo, até porque na Europa não existe esse costume - lembra.

O carinho de Oliveira, que aos 32 anos decidiu parar de jogar e ingressar na carreira de técnico, por Guardiola é grande. Uma prova é que quando o espanhol treinou o Barcelona B, na temporada 2007/2008, tentou ajudar o brasileiro indicando a clubes do futebol espanhol. Agora na mesma função do amigo, o brasileiro recorda que, mesmo nessa época, Pep já dava sinais de que seguiria a atual trajetória.

- Sempre via características no Guardiola de um treinador. Ele sempre orientava o time dentro de campo. Eu jogava em uma posição na frente dele, então ele sempre falava comigo e me indicava o que deveria fazer e onde atuar. Ele tinha sido capitão do Barcelona e eu, na época com 21 anos, me sentia honrado em ter aquela oportunidade. Sempre me sinto bem quando falo do Guardiola - declarou.

Outro brasileiro que atuou com Guardiola foi Emerson. A oportunidade aconteceu na Roma, da Itália. Apesar de serem da mesma posição, o ex-volante lembra com muita admiração do espanhol. Um episódio, em especial, é guardado até hoje com carinho:

   
Emerson já foi parceiro de Pep Guardiola
(Foto: Franco Debernardi/AP Photo )

- Um episódio que lembro bem e exemplifica o caráter do Guardiola aconteceu um dia em que ele pediu para conversar com o Fabio Capello, que confiava muito nele. Ele estava com dificuldades de se adaptar ao futebol italiano e também atuava em uma posição diferente da época do Barcelona. Em uma conversa aberta com o Capello, ele deixou o treinador bem a vontade com relação a sua titularidade, não condicionando seu status a estar entre os onze principais - afirmou.

Com experiência no futebol alemão, já que atuou durante três anos pelo Bayer Leverkusen, Emerson acredita que o idioma será o principal obstáculo de Guardiola no seu inicio de trabalho no Bayern de Munique:

- Acredito que a dificuldade que ele terá no inicio será a lingua. Mesmo ele já aprendendo, não é a mesma coisa, só com o tempo que ele vai pegar. Por outro lado, acho que ele tará uma grande indentificação com o Bayern. O clube é bem criterioso com sua forma de trabalho e isso é a cara do Guardiola - afirmou.

Todos que acompanham o futebol estão acostumados a ver um Guardiola sério, reservado e muito focado no trabalho. No entanto, longe dos holofotes, o espanhol tem uma figura totalmente diferente e que poucos tiveram o privilégio de conhecer e conviver. Entre eles, dois brasileiros que atuaram juntos com o treinador do Bayern de Munique.

Um deles foi Oliveira. Revelado pelo São Paulo na geração de Kaká, Julio Baptista e Fábio Simplício, o ex-meia atuou ao lado de Guardiola no Al-Ahli (ARA) e lembra que levou valiosas lições para o resto da carreira:

- Uma coisa que aprendi com ele era que todo treino deveria ser encarado como jogo. Todas as atividades ele tinha seriedade. Outra coisa é que ele falava na cara quando alguma coisa estava errada. Lembro de um jogo em que perdemos o primeiro tempo e no vestiário o Xeque entrou e começou a reclamar. O Guardiola levantou e defendeu o grupo, até porque na Europa não existe esse costume - lembra.

O carinho de Oliveira, que aos 32 anos decidiu parar de jogar e ingressar na carreira de técnico, por Guardiola é grande. Uma prova é que quando o espanhol treinou o Barcelona B, na temporada 2007/2008, tentou ajudar o brasileiro indicando a clubes do futebol espanhol. Agora na mesma função do amigo, o brasileiro recorda que, mesmo nessa época, Pep já dava sinais de que seguiria a atual trajetória.

- Sempre via características no Guardiola de um treinador. Ele sempre orientava o time dentro de campo. Eu jogava em uma posição na frente dele, então ele sempre falava comigo e me indicava o que deveria fazer e onde atuar. Ele tinha sido capitão do Barcelona e eu, na época com 21 anos, me sentia honrado em ter aquela oportunidade. Sempre me sinto bem quando falo do Guardiola - declarou.

Outro brasileiro que atuou com Guardiola foi Emerson. A oportunidade aconteceu na Roma, da Itália. Apesar de serem da mesma posição, o ex-volante lembra com muita admiração do espanhol. Um episódio, em especial, é guardado até hoje com carinho:

   
Emerson já foi parceiro de Pep Guardiola
(Foto: Franco Debernardi/AP Photo )

- Um episódio que lembro bem e exemplifica o caráter do Guardiola aconteceu um dia em que ele pediu para conversar com o Fabio Capello, que confiava muito nele. Ele estava com dificuldades de se adaptar ao futebol italiano e também atuava em uma posição diferente da época do Barcelona. Em uma conversa aberta com o Capello, ele deixou o treinador bem a vontade com relação a sua titularidade, não condicionando seu status a estar entre os onze principais - afirmou.

Com experiência no futebol alemão, já que atuou durante três anos pelo Bayer Leverkusen, Emerson acredita que o idioma será o principal obstáculo de Guardiola no seu inicio de trabalho no Bayern de Munique:

- Acredito que a dificuldade que ele terá no inicio será a lingua. Mesmo ele já aprendendo, não é a mesma coisa, só com o tempo que ele vai pegar. Por outro lado, acho que ele tará uma grande indentificação com o Bayern. O clube é bem criterioso com sua forma de trabalho e isso é a cara do Guardiola - afirmou.