icons.title signature.placeholder Jonas Moura
17/07/2014
08:04

Ausência sentida pelo Brasil nas duas primeiras etapas da Liga Mundial de Vôlei, Wallace tem demonstrado na prática que sua participação no sexteto do técnico Bernardinho traz benefícios ao grupo. Desde que ele assumiu a titularidade, o time começou a engrenar e, não por acaso, avançou à fase final. Nesta quinta-feira, encara a Rússia, às 12h30 (de Brasília), em Florença (ITA), com o desafio de bater o rival mais temido por técnicos e atletas.

O oposto não entrou em quadra nas quatro primeiras partidas do torneio, em razão do pouco tempo de treinos. A demora para se integrar deveu-se à disputa do Mundial de Clubes pelo Sada Cruzeiro, em maio. Embora seja apenas uma das peças que fez a equipe brasileira afastar a má fase, o atleta tem o respaldo dos números.

Sem Wallace, o Brasil perdeu três jogos ganhou um, o que resulta em 25% de aproveitamento. Com ele no elenco, a equipe conquistou cinco vitórias e saiu derrotada em três ocasiões (62,5%). O melhor desempenho do oposto acompanhou o da Seleção. Nos últimos três confrontos da primeira fase, foram duas vitórias sobre a Itália e uma contra a Polônia. O atacante foi destaque em todas elas.

– Não me vejo como um jogador que faz a diferença, mas é claro que tento ajudar sempre da melhor maneira. Acho que cheguei com uma certa pressão, ouvi especulações de que quando eu chegasse a situação iria mudar, mas não é nada disso – disse o atleta, de 32 anos, ao L!.

Medalha de prata nos Jogos de Londres-2012, quando perdeu a decisão justamente para o próximo adversário do Brasil, o paulista vem se consolidando à frente de seus concorrentes. No início da Liga, Leandro Vissotto e Théo alternaram-se na função de derrubar as bolas mais difíceis. Mas nenhum se firmou.

Wallace, por sua vez, garantiu-se entre os maiores pontuadores do torneio. Com 121 pontos em oito jogos, terminou a primeira etapa em 10º lugar na estatística do Grupo 1, que reúne as seis seleções consideradas mais fortes. Portanto, bola para ele.

– Trabalho bastante, assim como todo o grupo. Sabíamos que era preciso ter paciência para conseguirmos os objetivos que tínhamos pela frente.

Bate-Bola

Wallace Souza, oposto da Seleção Brasileira, em entrevista ao LANCE!Net

O que aponta como fator determinante para a evolução pessoal e da equipe nessa Liga?

Trabalho. Não tem nenhuma fórmula para resolver os problemas senão treinar cada vez mais. Antes da Liga Mundial, tivemos pouco tempo de treino. Eu mesmo cheguei já na terceira semana, em São Paulo, e foi durante a competição que conseguimos ajustar o time.

O que aponta como pontos fortes da Rússia?

Temos que ter muita paciência para jogar contra a Rússia. Eles são muito bons no saque, então temos que tentar segurar esse fundamento deles. Além disso, eles têm um bloqueio forte, que não podemos enfrentar.

E o que pode falar sobre o Irã?

Aprendemos com os jogos difíceis que tivemos contra eles. Sofremos derrotas e sabemos que, como estão em um bom momento, vai ser mais um adversário extremamente difícil.

Acompanhou o vexame do Brasil na Copa do Mundo?

Já estávamos na disputa da Liga Mundial e não deu para acompanhar muito. Tentei ver os jogos do Brasil e infelizmente não deu para conquistarmos o título dessa vez. Fica para a próxima.