icons.title signature.placeholder João Matheus Ferreira e Matheus Babo
21/06/2014
09:30

Não há dúvidas de que Gana é a principal seleção africana desde a Copa do Mundo 2006. Ao chegar nas oitavas de final na Alemanha e nas quartas na Africa do Sul, em 2010, os "Black Stars", como gostam de ser chamados, podem ver a maior geração de sua história chegar ao fim neste fim de semana, em caso de uma eliminação precoce no Brasil. E o pior: sem ganhar um título.

Da geração que começou a escrever a história em 2006, apenas três jogadores estão com o grupo atual no Brasil: Michael Essien (31 anos), Sulley Muntari (29 anos) e Asamoah Gyan (28 anos). Todavia, em caso de eliminação ainda na fase de grupos, os ganeses devem iniciar uma reformulação e nenhum deles estará na Rússia, em 2018, caso se classifiquem.

Em 2010, o trio esteve bem perto de fazer história. Aliás, a poucos segundos de tal. Na primeira Copa do Mundo disputada no continente africano, Gyan teve a bola da classificação em um pênalti no último minuto da prorrogação. Mas aquele dia era do Uruguai. Assim, o atacante desperdiçou a oportunidade e, na disputa de pênaltis, os uruguaios avançaram à semifinal.

Agora, os ganeses enfrentam a Alemanha, neste sábado, às 16h, no Castelão, em Fortaleza, precisando vencer de qualquer jeito. Se perder, terá que torcer por uma vitória de Portugal contra os Estados Unidos para não ser eliminada precocemente. Tudo isso por conta da derrota para os norte-americanos, na estreia, segunda-feira passada. Mesmo tendo jogado melhor.

Para este Mundial, porém, Gana chegou diferente. Além de ter caído em um grupo difícil, com Alemanha, Portugal e Estados Unidos, houve várias notícias sobre o grupo estar dividido. E, de fato, muita coisa fora do comum aconteceu em solo brasileiro. Entre elas, as ausências dos principais nomes e até do técnico James Appiah nas entrevistas coletivas. O início do fim?

Para a renovação, alguns nomes já surgem como "pilares". Entre eles, o meia Kevin-Prince Boateng (27 anos), um dos principais nomes desta seleção atual e também mais experiente, e os irmãos e atacantes André (24) e Jordan Ayew (22). Oportunidades para fazer história eles terão. E, se fizerem, que seja igual aos da geração anterior. Mas, agora, com títulos.