icons.title signature.placeholder Lucas Bachião
27/11/2014
14:13

Ocorreu nesta quinta-feira, no Tribunal Federal da Justiça, em São Paulo, o leilão envolvendo o estádio Brinco de Ouro da Princesa. A casa do Guarani acabou sendo arrematada pelo valor de R$ 44.450.000,00 pela empresa Magnum no último lance da negociação. Um grupo de investidores de Jaboticabal e um representante de um sheik árabe estiveram perto de levar o estádio.

Os bugrinos ficaram aliviados com o resultado, já que a Magnum firmou um acordo com o Alviverde no dia 12 de novembro e deverá também assumir o montante da dívidas do Guarani estimadas em R$ 250 milhões. Assim que houver o aval do órgão municipal para a demolição do Brinco, a empresa pretende construir novos empreendimentos no local (hotel, shopping, parque residencial e centro de convenções). Além disso, a parceira planeja construir uma arena multiuso com capacidade para 25 mil pessoas, um novo CT e mais uma porcentagem do lucro do novo empreendimento.

- UFA! Não era o esperado, mas pelo bem do Guarani a Magnum acabou dando o lance final. Pensamos no bem do Guarani e o torcedor pode ficar tranquilo. Agora vamos discutir a parte burocrática com a Justiça. Podemos respirar mais aliviados agora e iremos dormir mais tranquilos também. Nem consegui dormir direito de madrugada por causa desse leilão - declarou o presidente do clube, Horley Sena, em entrevista ao LANCE!Net.

O mandatário declarou que o Guarani não perdeu nada com o leilão desta quinta e fez questão de agradecer o apoio do dono da empresa. O dirigente reiterou ainda que o projeto imobilário vai continuar na pauta do clube.

- O projeto imobiliário vai continuar como era antes. O Guarani não perdeu nada. Quem perdeu foram os investidores que queriam comprar o Brinco. Para o Guarani, foi ótimo o resultado. O Roberto Graziano (dono da Magnun) não vai deixar o clube na mão. O Guarani não vai morrer e ela (Magnum) vai colocar o Bugre onde o clube merece estar. Tudo que ele (Roberto) falou na assembleia, vai cumprir - encerrou o mandatário.

A penhora do Brinco de Ouro foi fruto de dívidas trabalhistas, tributárias e fiscais do clube. Um dos autores da ação é o ex-lateral-esquerdo Gustavo Nery, que atuou pelo time de Campinas nos anos 2000. O lance mínimo para adquirir o maior patrimônio do Alviverde era de R$ 43 milhões de reais. Cerca de 68% da matrícula de todo o estádio foi a leilão. A Prefeitura de Campinas possui o restante da matrícula no local, entre elas o ginásio do clube.