icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
19/03/2014
07:02

Não se espante, torcedor alvinegro, se o veterano Léo voltar a vestir a camisa 3 do Santos. E isso no segundo semestre de 2014! Passadas duas gerações de Meninos da Vila desde que ele estourou, em 2002, o lateral-esquerdo/meia revelou ao LANCE!Net a sua vontade para o dia 30 de abril, quando o contrato se encerra sem que ele tenha nem sequer entrado em campo em 2014: estender o vínculo, claro.

– Não se sabe o dia de amanhã, mas me empenho diariamente por isso (renovação). Estou me preparando, sei que ainda tenho algo para mostrar, mas não sei se vai dar tempo com esse contrato até 30 de abril – afirmou Léo, que vive a expectativa de ser relacionado contra o Palmeiras, no próximo domingo.

Semana passada, a iminência do fim do contrato voltou à tona em entrevista do técnico Oswaldo de Oliveira, que falou em "espremer a laranja" e apoiou uma possível renovação. No discurso do comandante, um fato novo: Léo ainda poderia ser usado como lateral-esquerdo, não na meia, posição para a qual migrou em agosto de 2013.

– O Oswaldo está me dando oportunidade de treinar nas duas posições e isso é melhor para mim. Faço lateral e meia e o Oswaldo me conhece muito bem – assegura.

Se no meio a concorrência é dura, na lateral Léo pode ter mais espaço. O jovem Emerson encerra seu contrato em setembro e a primeira reunião pela renovação será nesta quarta, perto do prazo em que ele pode assinar pré-contrato com outro clube. O Santos teme que seus empresários, ex-membros do Grupo DIS, desafeto do clube, dificultem as conversas. Nesse caso, só o chileno Mena seria opção no setor.

– O que eu quero é estar dentro de campo, lá é meu lugar – avisa o jogador, que também tem influência no ambiente político do Santos.

Próximo do presidente licenciado Luis Alvaro Ribeiro, Léo se sente tratado com frieza pela atual diretoria, chefiada por Odílio Rodrigues, mas também nutre boas relações com Marcelo Teixeira, presidente alvinegro de 2000 a 2009. A fim de evitar indisposições em ano eleitoral, a atual diretoria estuda o que fazer, e Léo foge do assunto.

– Estou fora disso, quero jogar.

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Como está se sentindo agora, recuperado de lesão, mas sem jogar?
Estou bem, apesar de ter feito só alguns coletivos e um jogo-treino. Tenho muito a crescer, mas não sei se dará tempo. Estou me esforçando, mas tranquilo. Me vejo esperando uma oportunidade e, quando ela surgir, tenho de estar pronto.

Com o contrato perto do fim, você acha que dá tempo de jogar?
Ninguém melhor que o Oswaldo para responder isso. Ele sabe o quanto tenho treinado, me dedicado, o sofrimento que passei, as dores que senti. O importante é que vou me dedicar até o último dia.

O Oswaldo falou que pode te usar na lateral. Voltaria à posição?
Minha briga por ali vai ser muito maior. Eu estou encerrando minha carreira, e o Emerson e o Mena estão começando. Quero ajudar no que for possível e brigar pela posição. Será uma disputa bem sadia.

O Santos terá eleições em dezembro, e você é uma figura política no clube. Isso pode interferir?
Estou totalmente fora do ambiente político, só preocupado em voltar ao time. Estou fora!

E se você se recuperar e o Santos não renovar, joga em outro clube?
Com a história que tenho no Santos, a identidade, não terá outro clube. O Santos é o clube que eu amo, ao qual me dediquei, que já briguei. Não me vejo em outro.

Você teme encerrar sua passagem pelo Santos por baixo?
Minha história no Santos já é por cima. Só tenho que provar para a direção, companheiros e o torcedor. Meu temor é não dar tempo, mas a gente não sabe. Quero estar em campo, entrar e dar conta.

E em 2015, fará o que?
Jogando 2014 inteiro ou não, o plano é ser dirigente do Santos.