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26/11/2013
21:58

Por Luiz Fernando Gomes
Editor-chefe do LANCE!

O comportamento do proprietário da loja oficial do Flamengo, ao tentar jogar com informações falsas a torcida e os sócios contra este LANCE! não surpreende. O senhor Marcelo Plaisant apenas repete o que tem sido a tônica das relações da diretoria do clube, notadamente de sua assessoria de imprensa, com os veículos de comunicação que se recusam a seguir a cartilha oficial de cobertura.

Constantemente, as mídias do Grupo LANCE! - diário, L!Net e L!TV - bem como o jornal carioca Extra, notadamente, têm sido vítimas de ataques que visam afetar sua credibilidade e a desmoralizar os jornalistas que fazem a cobertura do Flamengo. Para tanto, usa-se o site oficial do clube e busca-se repercussão nas redes sociais e nas comunidades virtuais de rubro-negros, num trabalho que muitas vezes parece orquestrado de incitamento da torcida.

Esta, definitivamente, não é a política de comunicação que se espera de um grupo que chegou à presidência do clube tendo, além das bandeiras da responsabilidade financeira e da moralização, também a promessa de seriedade e transparência em seus atos. E que ao invés disso, optou por privilegiar os "amigos" e tentar desacreditar quem não se enquadra.

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O papel da mídia de investigar, de apurar fatos além do que agrada aos que exercem o poder, não pode ser desrespeitado. Seja no Flamengo ou em qualquer outro clube, nós, neste LANCE!, temos o dever de ouvir todos os lados envolvidos numa história - e às vezes falhamos quando deixamos de faze-lo -, ainda que com frequência esbarremos no silêncio de quem é procurado.

O LANCE! está longe de ser perfeito. Erramos e a ordem é não ter vergonha de admitir publicamente nossos erros. É o que o leitor espera de nós.

Da mesma forma que a mídia têm o direito de trabalhar com independência, quem se sentir atingido tem o direito de exigir retração, desde que fundamentado em fatos e pelas vias adequadas. Esta deve ser a regra do jornalismo numa sociedade democrática.