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11/12/2013
18:50

Em operação milionária, o Doyen Sports adquiriu os direitos econômicos de Leandro Damião e deve repassar o jogador ao Santos. Mesmo com o investimento de um pouco mais de R$ 42 milhões, o atacante dificilmente conseguirá o status de estrela do fundo inglês. No site do Doyen, há uma seção destacada para Neymar e Xavi, ambos do Barcelona, e o motociclista espanhol Jorge Lorenzo. Do craque brasileiro, por exemplo, o fundo tem o direito exclusivo de imagem até as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

A lista de jogadores envolvidos com o Doyen, porém, é muito maior. Há outros 20 atletas: Alberto Botía, Alex Serrano, Alvaro Bustos, Alvaro Negredo, Baba Diawara, Dorlan Pabon, Eliaquim Mangala, Felipe Anderson, Formose Mendy, Geoffrey Kondogbia, Guilavogui, Jose Antonio Reyes, Manu del Moral, Marcos Alberto Rojo, Ola John, Radamel Falcao Garcia, Rubén Pérez, Stevanovic e Steven Defour, em ordem alfabética. Desta lista, destaque para o atacante colombiano Radamel Falcao Garcia, comprado pelo Monaco (FRA) do Atlético de Madrid (ESP) neste ano, em negociação milionária, envolvendo cerca de R$ 150 milhões, segundo a imprensa europeia.

Outra forma que o Doyen se envolveu no futebol foi patrocinar clubes. Nesta atual temporada, estampa apenas o logotipo no uniforme do Sevilla. No ano passado, patrocinou Sevilla e Getafe, enquanto na temporada 2011/2012 estampou os uniformes do Getafe, Atlético de Madrid e Sporting de Gijón.

O Doyen Sports é o braço desportivo do Doyen Group, empresa de capitais de risco com interesses na área de petróleo, minérios e gás. O representante no Brasil é o empresário Renato Duprat, que já foi parceiro e inimigo do Santos. Ele herdou o Unicór, grupo do ramo de saúde que patrocinou o Peixe de 1995 a 1999 e teve liquidação decretada em 2001. À frente dos negócios na época, o empresário foi acusado pela CPI do Futebol de deixar uma dívida de R$ 1,2 milhão no clube quando saiu. Ele voltou a negociar com o Alvinegro em 2011, quando o Doyen comprou 50% dos direitos do meia Felipe Anderson.

Recentemente, o Doyen Sports ajudaria o Peixe a trazer o lateral-direito Cicinho, que estava na Ponte Preta. No entanto, a diretoria santista não aceitou as exigências feitas pela empresa. Assim, teve de arcar com a maior parte do pagamento: R$ 5 milhões, enquanto a Teisa (Terceira Estrela Investimentos) pagou R$ 1,5 milhão. Na época, um dirigente alvinegro que pediu anonimato disse que "não se faz negócio bom com gente ruim", se referindo ao Doyen. Já o presidente Odílio Rodrigues tentou colocar panos quentes na polêmica.