icons.title signature.placeholder Bruno Braz
30/11/2013
08:02

Natural de Adrianópolis, no Paraná, Adilson Batista chegou ao Vasco quase sendo chamado de maluco tamanho o desafio. Com seu estilão caipira e os gritos estridentes em campo, aos poucos foi implementando sua filosofia de trabalho, baseado em incessantes repetições táticas e jogadas ensaiadas. Há um mês no cargo, o treinador já mostra satisfação em ver que os jogadores têm absorvido seus ensinamentos.

– Pelo que eu estou vendo dentro de campo, acredito que sim (evolução). A gente interage, pergunta, questiona, dá liberdade e, às vezes, tem que trabalhar de um jeito em função da situação – explica o treinador.

Sempre munido de seu inseparável boné, Adilson não se importa em repetir uma jogada dez vezes até que seus comandados aprendam. Os jogadores, por sua vez, aprovam seu estilo enérgico e, nos bastidores, dizem que a equipe precisava de uma “sacudida”.

Ainda se ambientando ao Vasco e ao Rio de Janeiro, admite estar curtindo, embora não queira falar e pensar sobre o futuro antes de resolver a situação do time no Campeonato Brasileiro.

– Eu estou pensando no Náutico e com a cabeça para vencer essa partida de domingo (amanhã). Depois, eu vou ter tempo para conversar. Está sendo legal trabalhar com o Ricardo Gomes. Ele é muito educado, elegante, transparente... Está sendo gostoso trabalhar com ele aqui – disse o técnico, que tem contrato com o Cruz-Maltino até o fim da competição.

CURSO PARA FICAR MAIS LEVE

No início da carreira como treinador, Adilson Batista, por vezes, levou seu estilo enérgico para a sala de imprensa, o que causou, na época, um relacionamento de altos e baixos com os jornalistas.

Mas agora trabalhando no Vasco, o técnico se mostra mais leve e brincalhão, vez por outra até arrancando algumas risadas dos repórteres. A mudança no comportamento, o comandante não tem vergonha em revelar: ele fez um curso de “media training”, que explora justamente a relação e a postura perante à mídia.