icons.title signature.placeholder Bruno Andrade e Guilherme Palenzuela
icons.title signature.placeholder Bruno Andrade e Guilherme Palenzuela
27/07/2013
07:00

O São Paulo será rebaixado pela primeira vez no Brasileirão se mantiver até dezembro o aproveitamento de pontos que teve até agora. Os quatro times rebaixados dos últimos anos tiveram, em média, início até melhor do que o clube do Morumbi marca em 2013. Oito pontos obtidos em dez rodadas dão ao São Paulo aproveitamento de 26,6%, e mostram que é preciso, agora, ter uma campanha de candidato à vaga na Libertadores para se livrar do fracasso histórico.

Rogério Ceni já deu o alerta após a última derrota, na quarta, contra o Internacional. Em 2013, o São Paulo jogará para se salvar, sem objetivos mais ambiciosos. O técnico Paulo Autuori concorda, e também afirmou que o objetivo será escapar da degola, cada vez mais próxima.

A situação perigosa e o projeto para escapar do rebaixamento podem ser comparados ao Brasileirão do ano passado. Figueirense e Atlético-GO, que terminaram em 20º e 19º, respectivamente, tiveram marca quase igual à atual do São Paulo. Portuguesa, que ficou em 16º lugar e se salvou na penúltima rodada, marcou 45 pontos. Esses dados e a projeção de quantos pontos o São Paulo precisa fazer para escapar da Série B em 2014 você confere no LANCE!Digital, além dos números das campanhas dos rebaixados dos últimos dez anos, e os dados do desempenho do clube nas últimas edições do Brasileirão.

Neste domingo, o São Paulo encara o Corinthians, no Pacaembu. O duelo pode servir para encerrar a pior fase da história do clube – onze jogos sem vencer, com oito derrotas seguidas – e iniciar a campanha para fugir do rebaixamento. Por outro lado, uma derrota tornaria a reviravolta mais difícil.


ACADEMIA LANCE!

Marina Gusson
Psicóloga do esporte do InCor

É importante que o clube tenha um local privado onde os atletas possam se dar conta desse lado emocional, com a presença da comissão técnica e de um profissional de psicologia. Na mídia aparecem apenas as cobranças e críticas.

O trabalho é de resgate do que o grupo é capaz. Isso pode ser feito das mais diversas maneiras, com reuniões e com sessões lembrando dos sucessos do grupo, o que não é difícil por se tratar do São Paulo, que tem bagagem para isso.

Outro aspecto do trabalho, junto com a comissão técnica, é desmistificar esse monstro. Há uma nuvem negra sobre o time que pode colocar todos em situação de impotência. Por isso, com os pés no chão, os jogadores têm de pensar: "Bagagem a gente tem, então, com o que temos de lidar?"

A partir daí, começar a dividir a meta maior que é ganhar o jogo. Mostrar a cada jogador o que ele tem de fazer para pensar assim: "Disso eu dou conta". Se cada um cumprir bem esse aspecto, o time vai ter maior chance de sucesso.

Outro aspecto é lidar com a frustração. Durante o jogo, se o São Paulo leva um gol, o jogador não pode pensar que é o fim da partida. Com o histórico de oito derrotas, a tendência é pensar que já era, que não dá mais. E o trabalho é mostrar que ainda tem tempo para jogar, para lidar com a situação.

O São Paulo será rebaixado pela primeira vez no Brasileirão se mantiver até dezembro o aproveitamento de pontos que teve até agora. Os quatro times rebaixados dos últimos anos tiveram, em média, início até melhor do que o clube do Morumbi marca em 2013. Oito pontos obtidos em dez rodadas dão ao São Paulo aproveitamento de 26,6%, e mostram que é preciso, agora, ter uma campanha de candidato à vaga na Libertadores para se livrar do fracasso histórico.

Rogério Ceni já deu o alerta após a última derrota, na quarta, contra o Internacional. Em 2013, o São Paulo jogará para se salvar, sem objetivos mais ambiciosos. O técnico Paulo Autuori concorda, e também afirmou que o objetivo será escapar da degola, cada vez mais próxima.

A situação perigosa e o projeto para escapar do rebaixamento podem ser comparados ao Brasileirão do ano passado. Figueirense e Atlético-GO, que terminaram em 20º e 19º, respectivamente, tiveram marca quase igual à atual do São Paulo. Portuguesa, que ficou em 16º lugar e se salvou na penúltima rodada, marcou 45 pontos. Esses dados e a projeção de quantos pontos o São Paulo precisa fazer para escapar da Série B em 2014 você confere no LANCE!Digital, além dos números das campanhas dos rebaixados dos últimos dez anos, e os dados do desempenho do clube nas últimas edições do Brasileirão.

Neste domingo, o São Paulo encara o Corinthians, no Pacaembu. O duelo pode servir para encerrar a pior fase da história do clube – onze jogos sem vencer, com oito derrotas seguidas – e iniciar a campanha para fugir do rebaixamento. Por outro lado, uma derrota tornaria a reviravolta mais difícil.


ACADEMIA LANCE!

Marina Gusson
Psicóloga do esporte do InCor

É importante que o clube tenha um local privado onde os atletas possam se dar conta desse lado emocional, com a presença da comissão técnica e de um profissional de psicologia. Na mídia aparecem apenas as cobranças e críticas.

O trabalho é de resgate do que o grupo é capaz. Isso pode ser feito das mais diversas maneiras, com reuniões e com sessões lembrando dos sucessos do grupo, o que não é difícil por se tratar do São Paulo, que tem bagagem para isso.

Outro aspecto do trabalho, junto com a comissão técnica, é desmistificar esse monstro. Há uma nuvem negra sobre o time que pode colocar todos em situação de impotência. Por isso, com os pés no chão, os jogadores têm de pensar: "Bagagem a gente tem, então, com o que temos de lidar?"

A partir daí, começar a dividir a meta maior que é ganhar o jogo. Mostrar a cada jogador o que ele tem de fazer para pensar assim: "Disso eu dou conta". Se cada um cumprir bem esse aspecto, o time vai ter maior chance de sucesso.

Outro aspecto é lidar com a frustração. Durante o jogo, se o São Paulo leva um gol, o jogador não pode pensar que é o fim da partida. Com o histórico de oito derrotas, a tendência é pensar que já era, que não dá mais. E o trabalho é mostrar que ainda tem tempo para jogar, para lidar com a situação.