icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
17/03/2014
11:06

Ouro por equipes, ouro em duplas e dois bronzes no indivudual. Esse foi o resultado do tênis de mesa feminino do Brasil nos Jogos Sul-Americanos do Chile, em Santiago. Um resultado animador um pouco mais de um ano após a entrada de Hugo Hoyama no comando da equipe. Depois de 27 anos como atleta, ele é o treinador das meninas desde 2013.

Após disputar a Olimpíada de Londres-2012, a sexta da carreira, o mesa-tenista decidiu deixar a Seleção. Ele ainda compete pelo Palmeiras, mas com o Brasil agora a função é outra. O convite para auxiliar o time feminino partiu do treinador masculino. E Hoyama não esconde a dificuldade no início.

- Era companheiro de equipe delas. Mas de uma hora para outra, passei para treinador. Então, tive de mudar muitas coisas. Obtivemos boons resultados, boas performances em jogos internacionais. Foi produtivo. Queria mostrar que estava como técnico para ajudar a equipe. Queria que elas ganhassem com isso. Queria passar a experiência e o sucesso que tive para elas - declarou ao LANCE!Net.

- Precisei mudar o jeito de falar com elas. Foi difícil, mas tive de colocar na cabeça que tinha de ser assim. Não só no campeonato, mas os treinamentos. Foi difícil para mim, mas acho que elas conseguiram assimilar. Elas têm muito respeito, um escuta o outro - completou.

Aos 44 anos, Hoyama vive outra situação curiosa no comando da Seleção Brasileira. Ele começou a fazer parte de equipe em 1985 como jogador. Nessa época, nenhuma das três jogadoras da equipe dos Jogos Sul-Americanos tinha nascido. Caroline Kumahara, nasceu em 1995, Jéssica Yamada, em 1989, e Gui Lin, em 1993.

- Isso até é uma coisa engraçada. Mas para mim foi normal. Também mostra que elas me respeitam e me entendem. Isso não só não só pelos titulos, mas por ter treinado com técnicos de alto nível. Precisa ter a cabeça de campeão para ser campeão. Perdi vários jogos por isso. Agora, não quero que passem por essa situação.

Pelo menos por enquanto, Hoyama garante não pensar em voltar para a Seleção como jogador. A meta é ajudar a equipe feminina a conquistar a primeira medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos, em 2015, em Toronto (CAN). Já uma conquista olímpica ainda está distante.

- Para 2016, a equipe vai estar mais experiente. Vamos lutar pelo ouro no Pan-Americano de 2015, esse é o objetivo. O time feminino nunca ficou na primeira colocação. É o primeiro grande passo para conseguir os objetivos maiores. É difícil lutar por medalhas na Olimpíada, mas queremos fazer um bom trabalho - afirmou o comandante da equipe.

*O repórter viaja a convite do COB