icons.title signature.placeholder Thiago Ferri
10/07/2014
08:07

O futebol brasileiro terminará sua participação na Copa do Mundo em crise. Depois do vexatório 7 a 1 sofrido para a Alemanha, as falhas no comando da Seleção vieram à tona e Felipão foi considerado “ultrapassado”. Diante do marasmo de novas ideias, a equipe nacional vive cenário parecido com aquele do Palmeiras, há dois meses. À época, o clube decidiu apostar em um estrangeiro e está animado com o que pode fazer.

Depois da demissão de Gilson Kleina, Paulo Nobre gostaria de ter um outro técnico brasileiro, mas as duas principais opções não inspiravam confiança de sucesso: Vanderlei Luxemburgo e Dorival Júnior. Técnicos rodados, com trabalhos recentes, no mínimo, duvidosos.

Foi, então, atrás de opções no mercado sul-americano: Arce, ex-jogador do Verdão e hoje no Cerro Porteño (PAR), que não quis deixar seu time, e Ricardo Gareca. O argentino, sem clube desde o fim do ano passado, chegou e em pouco tempo já animou a cúpula.

Nobre e o diretor-executivo José Carlos Brunoro já elogiaram a postura do comandante, que nem estreou. Ainda assim, agrada por sua postura, e pela ideia de que “jogador não tem que andar, mas sim correr”. Seu estilo de treinos, com muita orientação, e constante cobrança por um time compacto que pressione é também aprovado.

Vindo de uma dolorosa eliminação no Paulista, um início complicado de Brasileiro e a constatação de membros da diretoria que Kleina “perdera” o comando diante de sua boa relação com o grupo, o Palmeiras voltará a campo com uma nova mentalidade, confiante na chance de ser campeão em 2014.

Trazer El Flaco não é a garantia de sucesso para o Verdão. Mas é uma nova tentativa diante das poucas novidades no mercado daqui. Um exemplo que pode ser útil neste momento para a perdida Seleção.