icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
29/12/2013
08:15

Centro das atenções na última semana, julgado fortemente pela opinião pública, ataques criminosos aos torcedores que vestiam a camisa da instituição registrados nas ruas, indefinição quanto à permanência na Primeira Divisão. O contexto não foi suficiente para mudar os planos para as viagens de fim de ano dos homens fortes do Fluminense.

Antes do julgamento realizado na última sexta-feira no STJD, o presidente Peter Siemsen e o novo vice de futebol, Ricardo Tenório, viajaram com as famílias para Paris e Miami, respectivamente. Para o assessor executivo do mandatário do clube, Jackson Vasconcelos, as ausências de ambos não chegam a ser um problema para o planejamento do Tricolor.

– O Fluminense não está à deriva. Hoje em dia, com as possibilidade de comunicação que existem a distância é relativa. Na sexta-feira eu falei com o Peter por telefone e ele está ciente de tudo que está acontecendo. Posso garantir que o Peter e o Tenório estão trabalhando intensamente. Vejo isso pelos e-mails e conversas que temos tido – garantiu Jackson, que ainda explicou as características das viagens:

– Evidentemente que a saída do Peter tem um caráter diferente da do Tenório, já que estava marcada para um período de descanso dele com a família. O Ricardo Tenório foi um pouco apanhado de surpresa com a nomeação para o cargo no clube. Ele tinha uma viagem marcada com a família para o dia 26, que ia se estender mais, mas voltará antes exatamente pela nova função. Por volta do dia 3 estará no Brasil.

Enquanto não voltam ao Brasil, Peter Siemsen, Felipe Ximenes e Ricardo Tenório decidirão a formação do time do Fluminense para o ano que vem à distância.

– A parte de contratações está com Peter, Tenório e Ximenes. Estão conversando por telefone e e-mail normalmente. Como disse, as viagens ocorrem como se fossem para Porto Alegre, Goiânia. Não há diferença entre estar em Paris e em outro lugar do Brasil – acrescentou o assessor de Peter.

Apesar da calma aparente, o LANCE!Net apurou que as viagens dos dirigentes causaram desconforto entre funcionários do Flu.

Julgamento não preocupou o Flu

O Fluminense não tinha a menor dúvida de que a Portuguesa seria punida com a perda de quatro pontos pela escalação de um jogador irregular e permaneceria na Primeira Divisão. Justamente por isso o presidente sequer titubeou e confirmou a viagem de fim de ano programada com os familiares.

– Eu acredito que o Mário Bittencourt, Peter, ninguém tinha dúvidas sobre o que ocorreria no julgamento. Estranho seria uma decisão diferente. O caso era muito claro, óbvio. Não havia nada ali que suscitasse discussão. O que cada uma das partes, de forma legítima, tentou levantar foi uma série de argumentos, mas quem os ouviu, acompanhou tudo, viu que eram ridículos. Nenhum de nós tinha a menor dúvida das punições à Portuguesa e ao Flamengo. O Flu já estava trabalhando com foco na Primeira Divisão desde a primeira instância – disse Jackson Vasconcelos.

Contratações ainda paradas

Renato Gaúcho foi definido como novo técnico do Fluminense, mas por enquanto os reforços para o time ainda não chegaram. Em entrevista ao LANCE!Net, Celso Barros afirmou que Unimed já está acima do limite de investimentos. Dessa maneira, a chegada de novos jogadores ficaria por conta do Tricolor. Em entrevista ao SporTV, antes do jogo amistoso de fim de ano de Zico, no Maracanã, o novo treinador pediu reforços:

– Ainda estou de férias, descansando, mas naturalmente penso no Fluminense. O time é bom, tem jogadores de qualidade, mas será melhor se pudermos trazer novos reforços para brigar forte pelos títulos.

Jackson Vasconcelos ressaltou que o processo está em um andamento normal:

– Já foi escolhido o técnico, que é o Renato Gaúcho, gerente de futebol, vice de futebol. As coisas continuam andando. O patrocinador é o mesmo. A questão natural agora é discutir elenco e cuidar de 2014.

Bate-Bola

Jackson Vasconcelos
Assessor do Presidente Peter Siemsen

Com a contratação do novo diretor executivo, Luiz Fernando Pedroso, como fica sua atuação no Flu?

Ainda há muitas coisas que queremos fazer para a profissionalização do Fluminense. A questão dos indicadores de desempenhos, uma avaliação melhor do orçamento, entre outras coisas. Esse trabalho quem vai executar é o Luiz Fernando Pedroso. Num primeiro momento eu e o Peter imaginamos que iríamos seguir tocando esse trabalho, mas tendo mais alguém e com a qualificação do Luiz Fernando poderemos trabalhar de uma forma ainda melhor. O Fluminense não é só a parte executiva, operacional. Também tem um lado político muito delicado, a relação com a imprensa é muito intensa. Resolvemos separar a operação da função estratégica. Eu continuo na parte estratégica com o presidente e o Luiz Fernando fará o operacional.

Como você e o Peter chegaram ao nome do Luiz Fernando Pedroso para a função?

Quem conhece muito bem o Pedroso é o Peter. A Ediouro é cliente do escritório dele. Por conta dessa relação comercial o presidente conheceu de perto o trabalho do Luiz e numa reunião há dois meses concluímos que era a pessoa ideal.