icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
07/06/2014
11:34

Realmente, a fase brasileira não é fácil. Após vencer o Irã à duras penas, o Brasil foi derrotado pelos asiáticos, neste sábado, pela Liga Mundial de Vôlei. A vitória iraniana veio de maneira simples, por 3 sets a 0, com parciais de 25-18, 25-21 e 25-22.

Além da derrota, outro fato preocupou o Brasil em quadra. No final do primeiro set, o oposto Maurício sofreu uma lesão ao mergulhar para defender um ataque iraniano e chocar sua perna direita com o poste que segura a rede. O jogador foi carregado pelos companheiros para fora da quadra e foi direto ao vestiário.

Agora, o Brasil volta à jogar pela Liga Mundial nos dias 13 e 15 de Junho, quando encara, novamente, o Irã, agora fora de casa. A Seleção segue mal na competição, com apenas duas vitórias em seis jogos.

O JOGO:

Primeiro Set:

O Brasil começou atrás na partida, cedendo pontos ao Irã e errando no saque, vendo a equipe asiática abrir 4 a 2 na parcial e ir ao primeiro tempo técnico do jogo, à frente no placar (8 a 5). A Seleção se recuperou e voltou ao jogo (9 a 9), com boa atuação de Lucarelli e Vissotto.

À beira da quadra, Bernardinho gritava com a equipe, principalmente com Maurício, que teve três ataques seguidos em direção ao bloqueio adversário, além de passar instruções à Bruninho, levantador reserva do time.

O Irã se aproveitou de bons ataques de Mahmoudi e Marouflakrani para tomar a dianteira da partida e abrir boa vantagem (14 a 11). Bernardinho seguia enfurecido com a Seleção, gritando muito com a equipe no segundo tempo técnico, onde o Irã foi à frente por (16 a 13).

Quando o placar marcava 19 a 16 para o Irã, o treinador brasileiro pediu um tempo em quadra e reclamou muito com Mario Júnior sobre as recepções da equipe. A cada erro, a Seleção reclamava entre si, mostrando a falta de tranquilidade do time em quadra.

Mais quatro jogadas e o Irã vencia por 22 a 17, forçando o último tempo de Bernardo, que não parecia, apesar dos gritos, encontrar uma maneira de motivar a Seleção. Na volta, só o Irã jogou, com dois erros de recepção seguidos, chegou ao set point (24 a 17). Wallace e Bruno entraram em quadra, nos lugares de Vissotto e Rapha. No lance seguinte, após tentar uma defesa, Maurício se chocou com o poste que segura a rede, lesionando a perna direita e saindo de quadra carregado pelos colegas, dando lugar à Murilo.

Na volta, o Irã matou o jogo, por 25 a 18 em apenas 28 minutos. Mahmoudi foi o maior pontuador, com 6 pontos, enquanto Vissotto, Lucarelli e Maurício conseguiram 4 cada um. Este último, saiu direto aos vestiários, amparado pela comissão da Seleção.

Segundo Set:

O Brasil voltou ao set com Rapha, Murilo, Sidão, Mario Jr., Lucarelli e Vissotto, mas sem mudar o panorama da partida. O Irã jogava leve, como se estivesse treinando, enquanto o clima do lado da quadra brasileira era de extrema preocupação. A equipe iraniana foi à primeira parada técnica com 8 a 6 de vantagem no placar.

Após um rali disputado, com cinco trocas de lado da bola, o Brasil conquistou o ponto em um lindo bloqueio. Com a vibração da torcida, a cara da Seleção mudou e a equipe conseguiu empatar a parcial em 9 a 9. Sidão passou a comandar o bom momento brasileiro no set, cobrando os colegas e se apresentando nas bolas difíceis.

Ainda assim, a Seleção errava e reclamava muito entre si, transmitindo o nervosismo para a quadra. O Irã seguia bem nos bloqueios, alcançando o oitavo ponto no fundamento, contra quatro do Brasil e forçando o treinador Bernardinho a pedir um tempo, quando o placar mostrava 14 a 11 para o Irã. Bruninho foi um dos que mais gritou, tentando "acordar" o Brasil.

O segundo tempo técnico mostrava 16 a 11 em favor do Irã. Bernardo deixou os jogadores conversarem entre si e ficou do lado de fora da roda de atletas, que parecia não encontrar uma solução para o "apagão".

Bruninho e Wallace voltaram à quadra, formando o sexteto com Lucarelli, Lucão, Murilo e Mario Jr, mas não melhoraram o rendimento da Seleção, que levava um baile do tecnicamente inferior Irã (19 a 15).

A cada bom lance da Seleção, o Irã contra-atacava ainda melhor, mantendo a boa distância no set e jogando fácil, com levantamentos e ataques precisos. O Brasil até chegou a diminuir a diferença no placar e salvar alguns set points, porém o Irã fechou o set em um erro de saque de Sidão, em 25 a 21, nos mesmos 28 minutos do primeiro.

Terceiro Set:

O primeiro ponto do Set, veio em um rali disputado por quase 50 segundos e vencido por Wallace. Não demorou muito e o Irã retomou à frente no placar, em 3 a 2. A torcida passou a impulsionar a Seleção em quadra e a equipe passou a vibrar mais, ainda que seguisse com erros.

Com um erro de saque do Irã, o Brasil foi ao primeiro tempo técnico na frente, pela primeira vez no jogo (8 a 6). A distância não abria muito, mas o Brasil seguia na dianteira do placar. Até o momento do jogo, 1/3 dos pontos iranianos era resultado de erros diretos da Seleção.

Wallace comandava a parcial, contra um Irã que parecia ter "se acomodado" com os 2 a 0. Acomodado, porém, vivo. A equipe asiática chegou ao empate, com um bloqueio sobre Lucão (13 a 13) e ao segundo tempo técnico na frente, com 16 a 15, após um erro de Bruninho.

A frustração da equipe era tão grande, que nem o poste que segura a rede foi poupado, recebendo socos de Bruninho. Na volta, um bom ataque iraniano e um erro de Murilo na recepção, deram três pontos de vantagem ao Irã (18 a 15) e deixaram a equipe canarinha mais abatida.

O Brasil encostou no placar, com Wallace virando todas as bolas, mas o Irã seguia na frente (20 a 19). O Irã seguia mais coeso em quadra, aproveitando os ataques e jogando com mais calma, chegando a (22 a 19) no placar.

No fim, o resultado não poderia ser outro. Com tranquilidade e sem dificuldades o Irã fechou o set em 25 a 22, em apenas 30 minutos.