icons.title signature.placeholder Thayuan Leiras
08/07/2014
08:05


Há cerca de dois meses, o São Paulo estava em festa pela chegada do atacante Alan Kardec. Primeiro reforço da gestão de Carlos Miguel Aidar, o atacante chegou após longa novela envolvendo o Palmeiras e o Benfica (POR), clube que era dono de seus direitos. Com a compra feita pelo Tricolor por aproximadamente R$ 14 milhões e com um salário de cerca de R$ 300 mil mensais, o jogador pode se tornar um dos reservas mais caros do clube do Morumbi.

Ainda sem jogar uma partida oficial com a camisa do São Paulo, Alan Kardec já podia imaginar a forte concorrência no setor. Porém, ela ficou ainda mais acirrada com o retorno do meia Kaká. Isso porque, dependendo do esquema tático que Muricy Ramalho optar, mais uma vaga no ataque irá ser ocupada.

O atacante, porém, adotou o discurso político ao falar da concorrência e seguiu a linha de Muricy Ramalho, usando a duração dos campeonatos para falar que cada um tem seu lugar na equipe, já que todos poderão ser utilizados.

- Todo treinador gosta de ter bons problemas. O professor Muricy terá bons problemas para resolver, terá peças para usar de acordo com qualquer partida. É sadia (a briga por posições). Todos os atletas se respeitam muito dentro de campo, é o principal para se ter uma equipe vitoriosa. Cada jogador se respeita e cada um estará buscando seu lugar no dia a dia. O campeonato é longo, isso é importante - disse Kardec, ao LANCE!Net.


No amistoso contra o Orlando City, Muricy sacou Alexandre Pato do time titular para a entrada de Kardec. Depois, com a lesão na coxa direita de Fabuloso ainda no primeiro tempo, o camisa 14 assumiu a vaga como centroavante e o técnico optou pela entrada de Ademilson. O que já era difícil para Muricy, se tornará um verdadeiro quebra-cabeças com a chegada de Kaká, já que são oito jogadores ofensivos (Osvaldo, Luis Fabiano, Alan Kardec, Pato, Ademilson, Osvaldo, Ganso e Kaká) para, teoricamente, quatro vagas na equipe titular.