icons.title signature.placeholder Daniel Hippertt
24/11/2013
15:18

Em 2009, o Coritiba fez um primeiro turno razoável no Campeonato Brasileiro e despencou no returno. Como diria Karl Marx, teórico político que impulsionou o pensamento socialista, "a história se repete". Nesta temporada, o Coxa faz campanha muito similar. Espera-se, no entanto, que o final seja diferente – Da última vez o Alviverde, no ano do seu Centenário, acabou rebaixado. Para tentar contrariar Marx, os paranaenses visitam o Internacional neste domingo, a partir das 19h30, no Centenário, com a intenção de sair do incômodo Z4.

– O momento é ruim. A tabela diz por si só. Não tem nem o que justificar. Temos três partidas para reverter esta situação – disse o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro, ao LANCE!Net.

Medidas já foram implementadas com o intuito de dar novo fôlego à equipe, que chegou a liderar o Brasileirão, dentro das quatro linhas. O treinador Péricles Chamusca foi mandado embora após a derrota para o Criciúma na última rodada. O auxiliar e ídolo coxa-branca, Tcheco, assumiu a condição de comandante alviverde.

– O grupo não se adaptou ao Péricles e tivemos que fazer a mudança. Não podíamos esperar três jogos. Nos confrontos restantes, será preciso alguém que estivesse junto e entendesse o grupo. O jogador precisa de uma liderança forte, e o Tcheco é um profissional que esteve dentro das quatro linhas por muito tempo – justificou o cartola.

Chamusca (à esquerda) foi demitido após o Coritiba ingressar na zona do descenso (Foto: Divulgação)

Chamusca entende o ponto de vista da cúpula alviverde, mas não compartilha da opinião que houve uma má adaptação. O ex-técnico lamentou o pouco tempo de casa – apenas 47 dias – e o excesso de lesões que se abateu sobre o time. Para completar, criticou as faltas de opção no elenco.

– Gostaria de estar na luta até o final para tentar reverter a má fase, mas compreendo a posição da diretoria. O perfil do grupo é mais passivo, de pouca vibração, e isso pesa no momento final. Mas isto é a característica dos atletas. As contusões foram um grande problema. Não tinha peças de reposição. Há um desequilíbrio no time, não há reservas à altura. Muitos jogadores em umas posições e poucos em outras, carece de jogadores de velocidade – comentou o treinador, com exclusividade, ao L!Net.

Apesar de não observar a continuidade do trabalho, Péricles torce para que o sucessor no cargo tenha êxito à frente da equipe e consiga guiar o Coxa para a permanência na Série A.

– Acredito e espero que o Tcheco possa desfazer a situação e manter o time na elite. Ele está bem consciente do processo, conhece bem os jogadores.Não guardo nenhuma mágoa do meu tempo aqui – completou.

Resta saber se a história vista em 2009 será diferente.

BATE-BOLA
Vilson Ribeiro de Andrade
Presidente do Coritiba, em entrevista ao L!Net

1-Em caso de novo rebaixamento, o Coritiba teme pela violência da torcida, apesar de o último jogo do time não ser m Curitiba?

A atitude foi uma lição muito dura pro Coxa. Os torcedores que invadiram  pagaram um preço muito grave. Não acredito que hoje alguém pense numa situação dessas. Até porque penso que o Coxa não vai cair. Não podemos admitir este tipo de atitude, contraria a civilidade.

2-Existe o lado bom de um rebaixamento, como aconteceu com o próprio Coritiba, que voltou estruturado em 2011 para a Série A?

Eu digo que o rebaixamento sempre é ruim. Mas às vezes traz uma reflexão para o clube. Para nós seria muito ruim, pois fizemos uma série de mudanças, evoluímos muito no futebol. São 18 títulos em todas as categorias. Teríamos que reestruturar tudo outra vez. Levaríamos um tempo a mais. Mas às vezes o time cai e logo depois sobe. Coritiba caiu e voltou. Palmeiras caiu e voltou duas vezes. Corinthians caiu e voltou. O Fluminense não caiu porque não deixaram. Depois, foi para a Terceira Divisão e viraram a mesa.