icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo
18/06/2014
07:39

Engana-se quem acredita que a chegada de Kléber ao Vasco vai fazer com que Edmilson perca espaço. Com a contratação do Gladiador, o camisa 7, principal nome do ataque cruz-maltino neste primeiro semestre, poderá ocupar uma nova posição no time de São Januário, mas fazer uma função já bastante conhecida.

O número às costas denuncia. Apesar de ter sido referência no setor ofensivo no início deste ano e em algumas oportunidades na última temporada, Edmilson tem características que permitem que ele atue também como segundo atacante, formando dupla com um centroavante.

Essa, inclusive, não chegará a ser uma novidade para ele na Colina, uma vez que já fez parceria com Tenório e André, no último ano. Logo no início da carreira, na base e assim que foi promovido aos profissionais do Palmeiras, em 2003, Edmilson teve a oportunidade de jogar ao lado de um atacante com passagem pela Europa e Seleção Brasileira: Vagner Love.

Apesar de demonstrar humildade e consciência de que terá de trabalhar para conquistar a vaga na equipe titular, o jogador chega a vislumbrar uma nova parceira para colocar no currículo e mostrar ser um jogador versátil.

– Com o (Vagner) Love... Aquela época foi muito boa. Eu jogava de segundo atacante. Tivemos um bom entrosamento desde a base e, quando subimos, isso não mudou. Aqui no Vasco fiz dupla com o Tenório e André. Para mim, não vai ser diferente. Posso jogar também deste jeito e o Kléber vai ser mais um companheiro agora. Sabemos como ele joga – garantiu.

O poder de adaptação e o de usar os recursos são pontos essenciais àqueles que tem de, uma hora para outra, mudar a maneira ou o estilo de vida. Essa, talvez, seja a situação
de Edmilson, que de artilheiro e referência pode virar garçom e ajudante no Vasco.

A confiança de Adilson Batista o camisa 7 parece ter. Porém, resta saber o que se passa na mente do treinador nesta montagem de um quebra-cabeça que parecia encaixado e ganhou uma nova peça.