icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
14/12/2013
16:49

O torcedor da Portuguesa foi às ruas para protestar contra o possível rebaixamento do clube à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. O movimento, que contou com cerca de 300 pessoas e teve também o apoio de são-paulinos, palmeirenses, corintianos e santistas, começou no Masp (Museu de Arte de São Paulo), passou pela Fundação Cásper Líbero e chegou a bloquear a Avenida Paulista no sentido Consolação.

O protesto teve escolta da Polícia Militar e foi pacífico do início ao fim. Cantos como "Ão ão ão, diga não ao tapetão" foram entoados pelos manifestantes. Houve também faixas com dizeres contra o STJD e, em uma delas, o texto trazia uma espécie de apelo dos torcedores da equipe do Canindé: "Torcer para a Lusa já é difícil, não piorem as coisas".

Na maior parte do tempo, a passeata tomou duas faixas da Avenida. No fim, a Polícia impediu a movimentação de veículos para que os torcedores cantassem o hino da Portuguesa, o Hino Nacional e também uma música ofensiva ao Fluminense, que pode se safar da queda caso a Lusa perca pontos no STJD segunda-feira: "Fluminense, vai se f..., está na hora de pagar a Série B!".


Cartaz: 'Respeitem o que foi conquistado no campo! Não ao tapetão!' (Foto: Eduardo Viana)

Manuel da Lupa, presidente da Portuguesa, teve seu nome muito lembrado em xingamentos por parte dos protestantes. Líderes do movimento também incentivaram as pessoas a não ocuparem as calçadas, mas sim as faixas da Paulista.

A Portuguesa pode ser rebaixada por conta da suposta escalação irregular do meia Héverton no jogo contra o Grêmio, válido pela última rodada do Brasileirão, há uma semana. Na segunda-feira, a Lusa tentará se defender no STJD para evitar a queda, que salvaria o Fluminense.

Atualizada às 17h20