icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
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06/07/2013
22:12

Um e-mail e uma dica de um carrasco que podem valer um título. Pode parecer estranho, mas foi por causa de uma troca de mensagens eletrônicas com o americano Mike Bryan que o brasileiro Bruno Soares achou Lisa Raymond. E neste domingo, os dois podem conquistar a taça das duplas mistas do torneio de Wimbledon.

Se nas competições de duplas Soares tem como companheiro Alexander Peya, quando o assunto envolve as disputas mistas, a parceria quase sempre não é fixa. Tanto que no primeiro Grand Slam do ano, o brasileiro atuou com a espanhola Anabel Medina Garrigues. Mas desde Roland Garros, a situação mudou.

- As duplas são formadas no boca a boca, a gente vê quem está procurando um parceiro. Lisa vinha jogando com o Mike Bryan, mas ele decidiu não jogar Roland Garros e Wimbledon. Então, ele me mandou e-mail dizendo que ela estava a fim de jogar comigo. Como estava procurando alguém, falei que estava dentro e decidimos jogar – explicou Soares ao LANCE!Net.

No Grand Slam francês, o tenista do Brasil e Raymond foram eliminados nas quartas de final pelo brasileiro Marcelo Melo e pela americana Liezel Huber. Agora, chegaram com tudo na Inglaterra. Tanto que são os primeiros cabeça de chave.

Na decisão, a dupla vai encarar o canadense Daniel Nestor e a francesa Kristina Mladenovic.

Após Mike Bryan bater Soares em quatro torneios de duplas masculinas na temporada ao lado de seu irmão Bob (semifinal do ATP 500 de Memphis, final do Masters 1.000 de Madri, semifinal de Roland Garros e final do ATP 250 de Queen’s), ele pode ser um dos responsáveis pelo segundo título de duplas mistas de um Grand Slam para o brasileiro. Que venha a taça.

- Sabíamos que tínhamos condição (de chegar na final). Jogamos bem Roland Garros e para o estilo dela a grama é melhor. Vai ser pedreira na final. Vamos encarar a melhor dupla do momento. Mas final é final, é pedreira para qualquer lado. Espero fazer um bom jogo – disse Soares.

BATE-BOLA
Bruno Soares
Finalista das duplas mistas em Wimbledon

Você está atualmente na sexta colocação do ranking de duplas, chegou na semifinal com Alexander Peya em Roland Garros e agora está na decisão de duplas mistas em Wimbledon. É o melhor ano de sua carreira?
Com certeza, sem dúvida, em todos os sentidos. Pela quantidade de títulos, a importância deles, a forma como estou jogando, com maturidade e amadurecimento. Sem dúvida, é meu melhor momento. Isso me deixa contente. Ainda tenho muito a evoluir e aprender. Estou conquistando tanta coisa bacana e sinto que ainda tenho de evoluir.

Mas evoluir em que?
O importante é o aprendizado. São poucos detalhes. Estou no mais alto nível possível em duplas. Mas é questão de amadurecimento, jogar com mais frequência uma final de Grand Slam. É diferente. Vou estar mais preparado que no outro campeonato (no US Open de 2012, quando foi campeão).

Ano passado, você foi campeão das duplas mistas com a russa Ekaterina Makarova no US Open. Agora, está na decisão em Wimbledon com a americana Lisa Raymond. Quem é a melhor companheira?
São estilos diferentes. Makarova é forte no fundo de quadra, canhota. Já a Lisa joga na rede, joga muito no toque. As duas são grandes jogadores. É difícil comparar. Lisa é veterana faz 40 anos agora (dia 10 de agosto). Makarova é mais nova. São duas grandes jogadoras.

Com quem vai jogar os próximos torneios?
Estou pré-combinado com a Makarova para jogar o Aberto dos Estados Unidos. Queríamos defender o título. Mais para frente, vou bater um papo com ela.

Nas duplas masculinas, você e o Alexander Peya foram eliminados nas primeiras rodadas. Esperava um resultado melhor?
Em um Grand Slam, você joga contra o que há de melhor. Então, toda rodada é dura. Perdmeos para uma dupla forte (o indiano Rohan Bopanna e o francês Edouard Roger-Vasselin nas oitavas de final). Esse tipo de coisa não dá para ganhar sempre. Jogamos em alto nível e derrota pode acontecer, faz parte.

Atualmente, os tenistas de duplas do Brasil tem se destacado mais do que os de simples. Você vem em uma boa temporada e o Marcelo Melo esteve na decisão em Wimbledon. Por que você acha que isso tem acontecido?
Realmente, em simples, o Brasil está passando por uma transição. Temos o Thomas Bellucci que [e um grande jogador. Esperamos ter mais alguém com ele em alguns anos. Eu e Marcelo estamos fazendo bons resultados há um tempo. Mas isso é normal. A Confederação tem feito um bom trabalho.

QUEM É LISA RAYMOND?

Nascimento: 10 de agosto de 1973, em Norristown (EUA)
Altura e peso: 1,65m e 55kg
Profissional desde: Maio de 1993

Títulos nas duplas mistas em Grand Slam: Wimbledon em 2012 (com Mike Bryan), Roland Garros, em 2003 (com Mike Bryan), Aberto dos Estados Unidos em 2002 (com Mike Bryan), Wimbledon em 1999 (com o indiano Leander Paes), Aberto dos Estados Unidos em 1996 (com o americano Patrick Galbraith)

Títulos em duplas femininas em Grand Slam: Aberto dos Estados Unidos em 2011 (com a americana Liezel Huber), Roland Garros em 2006 (com a australiana Samantha Stosur), Aberto dos Estados Unidos em 2005 (com a australiana Samantha Stosur), Aberto dos Estados Unidos em 2001 (com a australiana Rennae Stubbs), Wimbledon em 2001 (com a australiana Rennae Stubbs) Aberto da Austrália em 2000 (com a australiana Rennae Stubbs),

Um e-mail e uma dica de um carrasco que podem valer um título. Pode parecer estranho, mas foi por causa de uma troca de mensagens eletrônicas com o americano Mike Bryan que o brasileiro Bruno Soares achou Lisa Raymond. E neste domingo, os dois podem conquistar a taça das duplas mistas do torneio de Wimbledon.

Se nas competições de duplas Soares tem como companheiro Alexander Peya, quando o assunto envolve as disputas mistas, a parceria quase sempre não é fixa. Tanto que no primeiro Grand Slam do ano, o brasileiro atuou com a espanhola Anabel Medina Garrigues. Mas desde Roland Garros, a situação mudou.

- As duplas são formadas no boca a boca, a gente vê quem está procurando um parceiro. Lisa vinha jogando com o Mike Bryan, mas ele decidiu não jogar Roland Garros e Wimbledon. Então, ele me mandou e-mail dizendo que ela estava a fim de jogar comigo. Como estava procurando alguém, falei que estava dentro e decidimos jogar – explicou Soares ao LANCE!Net.

No Grand Slam francês, o tenista do Brasil e Raymond foram eliminados nas quartas de final pelo brasileiro Marcelo Melo e pela americana Liezel Huber. Agora, chegaram com tudo na Inglaterra. Tanto que são os primeiros cabeça de chave.

Na decisão, a dupla vai encarar o canadense Daniel Nestor e a francesa Kristina Mladenovic.

Após Mike Bryan bater Soares em quatro torneios de duplas masculinas na temporada ao lado de seu irmão Bob (semifinal do ATP 500 de Memphis, final do Masters 1.000 de Madri, semifinal de Roland Garros e final do ATP 250 de Queen’s), ele pode ser um dos responsáveis pelo segundo título de duplas mistas de um Grand Slam para o brasileiro. Que venha a taça.

- Sabíamos que tínhamos condição (de chegar na final). Jogamos bem Roland Garros e para o estilo dela a grama é melhor. Vai ser pedreira na final. Vamos encarar a melhor dupla do momento. Mas final é final, é pedreira para qualquer lado. Espero fazer um bom jogo – disse Soares.

BATE-BOLA
Bruno Soares
Finalista das duplas mistas em Wimbledon

Você está atualmente na sexta colocação do ranking de duplas, chegou na semifinal com Alexander Peya em Roland Garros e agora está na decisão de duplas mistas em Wimbledon. É o melhor ano de sua carreira?
Com certeza, sem dúvida, em todos os sentidos. Pela quantidade de títulos, a importância deles, a forma como estou jogando, com maturidade e amadurecimento. Sem dúvida, é meu melhor momento. Isso me deixa contente. Ainda tenho muito a evoluir e aprender. Estou conquistando tanta coisa bacana e sinto que ainda tenho de evoluir.

Mas evoluir em que?
O importante é o aprendizado. São poucos detalhes. Estou no mais alto nível possível em duplas. Mas é questão de amadurecimento, jogar com mais frequência uma final de Grand Slam. É diferente. Vou estar mais preparado que no outro campeonato (no US Open de 2012, quando foi campeão).

Ano passado, você foi campeão das duplas mistas com a russa Ekaterina Makarova no US Open. Agora, está na decisão em Wimbledon com a americana Lisa Raymond. Quem é a melhor companheira?
São estilos diferentes. Makarova é forte no fundo de quadra, canhota. Já a Lisa joga na rede, joga muito no toque. As duas são grandes jogadores. É difícil comparar. Lisa é veterana faz 40 anos agora (dia 10 de agosto). Makarova é mais nova. São duas grandes jogadoras.

Com quem vai jogar os próximos torneios?
Estou pré-combinado com a Makarova para jogar o Aberto dos Estados Unidos. Queríamos defender o título. Mais para frente, vou bater um papo com ela.

Nas duplas masculinas, você e o Alexander Peya foram eliminados nas primeiras rodadas. Esperava um resultado melhor?
Em um Grand Slam, você joga contra o que há de melhor. Então, toda rodada é dura. Perdmeos para uma dupla forte (o indiano Rohan Bopanna e o francês Edouard Roger-Vasselin nas oitavas de final). Esse tipo de coisa não dá para ganhar sempre. Jogamos em alto nível e derrota pode acontecer, faz parte.

Atualmente, os tenistas de duplas do Brasil tem se destacado mais do que os de simples. Você vem em uma boa temporada e o Marcelo Melo esteve na decisão em Wimbledon. Por que você acha que isso tem acontecido?
Realmente, em simples, o Brasil está passando por uma transição. Temos o Thomas Bellucci que [e um grande jogador. Esperamos ter mais alguém com ele em alguns anos. Eu e Marcelo estamos fazendo bons resultados há um tempo. Mas isso é normal. A Confederação tem feito um bom trabalho.

QUEM É LISA RAYMOND?

Nascimento: 10 de agosto de 1973, em Norristown (EUA)
Altura e peso: 1,65m e 55kg
Profissional desde: Maio de 1993

Títulos nas duplas mistas em Grand Slam: Wimbledon em 2012 (com Mike Bryan), Roland Garros, em 2003 (com Mike Bryan), Aberto dos Estados Unidos em 2002 (com Mike Bryan), Wimbledon em 1999 (com o indiano Leander Paes), Aberto dos Estados Unidos em 1996 (com o americano Patrick Galbraith)

Títulos em duplas femininas em Grand Slam: Aberto dos Estados Unidos em 2011 (com a americana Liezel Huber), Roland Garros em 2006 (com a australiana Samantha Stosur), Aberto dos Estados Unidos em 2005 (com a australiana Samantha Stosur), Aberto dos Estados Unidos em 2001 (com a australiana Rennae Stubbs), Wimbledon em 2001 (com a australiana Rennae Stubbs) Aberto da Austrália em 2000 (com a australiana Rennae Stubbs),