icons.title signature.placeholder Rafael Valesi
11/11/2013
14:23

Um senhor croata de 65 anos, um pouco rechonchudo e com um bigode destacável desembarcará nesta segunda-feira no Rio de Janeiro com a expectativa de abalar positivamente o polo aquático brasileiro, uma das modalidades que mais carecem de resultados no país em competições internacionais de alto nível.

Trata-se de Ratko Rudic,  uma das maiores referências mundiais. É só dar uma olhada em seu currículo na internet: quatro títulos olímpicos, três mundiais, e tantas outras medalhas em Olimpíadas  e torneios continentais.  

No polo aquático, ele é praticamente considerado uma lenda. A quantidade e a importância dos títulos obtidos por ele seguramente ninguém obteve dentro das quatro linhas aquáticas.

E nesta semana, Rudic (que ocupava um cargo diretivo no polo aquático croata) deverá acertar para ser o novo treinador da Seleção Brasileira masculina. Obviamente, a intenção é  alavancar o desempenho do time na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

Amanhã, está prevista uma reunião no Rio na sede do COB, com a presença de membros do comitê e da CBDA, para finalizar os detalhes e talvez até anunciar Rudic como o novo treinador. Ricardo Cabral, diretor da modalidade dentro da CBDA, deixou essa possibilidade no ar em   contato telefônico com a coluna.

Rudic teria seus salários pagos em uma parceria entre COB e CBDA, em um projeto que já trouxe outros treinadores estrangeiros para outras modalidades.

Se a contratação dará resultado ou não, já é outra história. Mas, no mundo, não haveria referência melhor do que Rudic para encarar tamanho desafio.

A coluna foi publicada na edição desta segunda-feira no LANCE!.