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08/04/2014
17:20

Membro da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos Rio-2016 e presidente da Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão (Asoif), o italiano Ricci Bitti fez duras críticas à organização do Rio para os Jogos de 2016. Em entrevista à Associated Press, o dirigente afirmou já cogitar a montagem de um plano B para algumas das instalações, por causa dos problemas para a construção das arenas.

-Podemos ser flexíveis na infraestrutura mas, com certeza, não nas instalações esportivas e algumas estão em risco. E mesmo as que não estão, nós não vemos um senso de urgência (em fazê-las). Temos de sentar e começarmos a pensa em algum plano B - afirmou Bitti, durante a Assenbleia Geral da Asoif, na Turquia.

Bitti jogou toda a culpa pelos problemas em cima dos governos federal, estadual e municipal e destacou a inoperância dos entes públicos. O italiano ainda salientou que é necessário partir para a ação porque não dá mais para ficar só na observação.

Apesar das críticas, Bitti poupou o Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016. Ainda assim, frisou que, apesar de ser formado por pessoas competentes, a entidade teve seu poder esvaziado.

- Está ficando muito sério. Estamos com medo. Este não é um país como a China, onde você pode pedir às pessoas para trabalharem à noite. No Brasil, isso não poderia acontecer .Não podemos esperar sempre que, no final, tudo estará resolvido. São os hábitos e o estilo dos sul-americanos, que não estão acostumados a ser a sede de grandes eventos - disse Bitti.

Presente à Assembleia Greral da Asoif, como representante do Comitê Rio-2016, o diretor executivo de Esportes Agberto Guimarães tentou rebater as críticas. Ressaltou que tem a certeza de que todos os problemas serão resolvidos e o Brasil realizará um grande evento.

- Ainda acho que poderemos resolver isso e termos grandes Jogos. No momento que não (pensar dessa forma), pedirei a minha demissão - destacou o diretor executivo de Esportes da Rio-2016.

As críticas do presidente da Asoif foram feitas no momento em que várias obras tanto esportivas quanto de infraestrutura estão paralisadas. Uma greve atinge tanto a construção do Parque Olímpico quanto construções como os corredores de ônibus expresso, a linha 4 do metrô (Barra da Tijuca/Zona Sul) e a reforma da cobertura do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão.