icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro e Marcio Porto
17/04/2014
08:02

O novo boicote da oposição não foi o último capítulo da novela sobre o projeto para a construção da cobertura do Morumbi. Presidente recém-eleito do São Paulo, Carlos Miguel Aidar prometeu mudanças para aprovar a reforma.

A primeira opção do dirigente foi a mais radical. Alterar o estatudo do clube para diminuir o quórum, de 75% necessários atualmente, para maioria mínima, 50% mais um voto.

- Nós podemos tentar uma reforma estatutária, transformando em maioria simples, metade e mais um dos presentes. Mas será que precisamos chegar tanto a esse ponto? Será que teremos de mostrar àqueles que não tem sensibilidade? - analisou o presidente.

As outras opções o dirigente tentou explicar e tratam mais de alteração do projeto para atrair os investidores.

- A segunda opção é tentar é tentar uma fiança bancária. O custo é muito elevado, uma garantia real. Mas precisaria avaliar o custo - afirmou Aidar.

A terceira opção é mais complexa e trata de aumentar o tempo para o investidor explorar a arena multiuso a ser construída no estádio em troca de dinheiro.

- A terceira hipótese ocorreu na semana passada, com o diretor financeiro do meu escritório. Daria prazo maior no início para agariar dinheiro. Uma espécie de luvas, e estender por cinco anos o contrato. Ainda existe a questão do naming rights, direito de exploração disso tudo. Nunca seria uma transação inferior a R$ 300 milhões - afirmou Aidar.

O projeto de cobertura do Morumbi prevê a construção de uma arena multiuso para shows de 28 mil lugares, mais um estacionamento no Morumbi, que seriam administrados por empresas. O prazo para a obra ser finalizada é de cerca de 18 meses. Em parte deste período, o São Paulo teria de mandar jogos em outras praças.

A oposição questiona o projeto, principalmente seu custo elevado, em cerca de R$ 500 milhões. O argumento é de que o valor é o mesmo pago por outros clubes para construir arenas novas, como Grêmio.