icons.title signature.placeholder Marcio Porto
22/12/2013
06:03

O interesse do Shandong Luneng (CHN) no atacante Aloísio avançou nos últimos dias e a chance de o jogador deixar o São Paulo aumentou. Nesta semana, os chineses apresentaram uma proposta oficial ao Tricolor e, otimistas, esperam receber a resposta positiva já na semana que vem.

O clube chinês espera que o São Paulo aceite a oferta milionária para começar a costurar os vencimentos de Aloísio. As conversas com o empresário do jogador, Eduardo Uram, já começaram e a questão financeira está longe de ser vista como obstáculo. O camisa 19 cobrou valorização da diretoria e está inclinado a se transferir.

As partes não revelam o valor da negociação, mas o LANCE!Net apurou que é muito acima dos R$ 5 milhões que o Tricolor precisaria investir para ficar com o jogador em definitivo. Aloísio está emprestado até junho do ano que vem e o clube precisa desembolsar a quantia para exercer a prioridade de compra.

Atualmente, o São Paulo é dono de 20% dos direitos econômicos do jogador e compraria parte do restante, que pertence aos procuradores. Ele está emprestado pelo Tombense-MG, clube que Uram utiliza para registrar seus atletas.

A situação abre precedente para o São Paulo lucrar com a venda de Aloísio, exercendo a compra para repassá-lo. Porém, os representantes do jogador dizem estar seguros de que o contrato prevê cláusulas que também os beneficiam.

A reportagem tentou contato com os dirigentes do São Paulo, mas nem o presidente Juvenal Juvêncio nem o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes atenderam às ligações. O gerente executivo Gustavo Vieira está na Europa em busca de reforços.

Quem acompanha a negociação diz que a única chance de o São Paulo segurar o atacante é não conseguir contratar outros para a posição. O ataque é a prioridade para 2014 e centraliza os esforços. Wellinton voltou ao Spartak Moscou (RUS) e Luis Fabiano, Osvaldo e Silvinho podem sair. O primeiro vai ser negociado em caso de boa proposta e o segundo tem uma oferta do Metalist (UCR), que o Tricolor deve aceitar.