icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira
22/04/2014
17:55

Milhares de torcedores se aglomeravam perto das entradas do Vicente Calderón, aguardando a abertura das portas do estádio. Pelo menos 30 mil, cantando músicas alusivas aos jogadores, e contra o Chelsea. Mas em clima amistoso, a ponto de os torcedores ingleses transitarem pelo mesmo espaço sem nenhum problema. E pouquíssima zoação.

Uma torcida organizada, aqui chamada de Peña, que saltava os olhos era a "Atlético sem Barreiras", formada por cadeirantes. Naquele momento, eram 12. Mas a peña conta com cerca de 90

- Somos a primeira torcida de cadeira de rodas da Espanha. Fundei essa torcida em 2009 e desde então o Atlético vive um período de sucesso. Quem sabe este não será o nosso ano, ganhando o Espanhol e a Liga - disse Felix Lanno, que assegurou ter acompanhado todos os jogos em casa dos times A e pelo menos a metade do Atlético B, que joga a divisão de acesso.

Por quase todos os lados apareciam pessoas vestidas com o uniforme do Atlético e fantasiadas com personagens de desenho animado, Mickey, Bart Simpson, Minnie, ou de cinema, como Monstros e Chuckie. Quem parava perto para tirar uma foto tinha de deixar um "regalo", uma moedinha de 50 centavos ou 1 euro. Teve um que tentou sair de fininho e a Minnie correu atrás para reclamar.

- Somos independentes do Atlético.Só queremos dar alegria e ganhar uma pequena colaboração - explicou Miguel, um equatoriano que se disse torcedor do Atlético.

No outro lado da rua apareceu um ucraniano, Dimitri, um gigante de quase dois metros e com pinta de lutador de MMA. Mas ele se destacava da multidão por carregar uma réplica da Liga dos Campeões. E também estava a fim de ganhar algum.

- Se alguém quiser dar um agrado, tudo bem. Aqui na Espanha me chamam de Denis, estou em todos os jogos da Liga dos Campeões. Sou Real Madrid, mas vou dar uma torcidinha pelo Atlético - disse, para logo em seguida falar o motivo: ver a caveira de José Mourinho.

O treinador é mesmo odiado pelos colchoneros. Na hora da apresentação dos dois times, o português foi de longe o mais vaiado (o mais aplaudido, muito mais do que os jogadores foi o treinador Simeone) pela pra lá de barulhenta torcida do "Atleti".