icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
09/02/2015
22:00

Uma derrota dolorida. Assim pode ser resumida a estreia do brasileiro Guilherme Clezar (223º) no Aberto do Brasil, no Ginásio do Ibirapuera (SP). O jovem de 21 anos foi eliminado pelo espanhol Albert Ramos (61º), por 2 sets a 0, com um duplo 7-5. Para ele, erros definiram o jogo.

- Comecei o jogo muito bem. Para fechar o primeiro set acabei me apressando um pouco. Mas faz parte das coisas que preciso melhorar um pouco, até mesmo ser mais agressivo. Perdi o primeiro set um pouco por isso. No segundo, foi parelho, mas ele conseguiu crescer um pouco o ritmo. Foi por aí o jogo - disse Clezar, visivelmente abatido com a derrota.

A derrota não serviu apenas para Clezar analisar seus erros no jogo, mas, ao menos para os jornalistas, a reflexão do jovem brasileiro foi muito além da atuação em quadra.

- Eu venho tentando mudar um pouco isso comigo mesmo. Fui conservador a maior parte da minha vida, e isso não me levou a lugar nenhum. Estou tentando mudar isso para ver se me leva a um lugar diferente. Uma derrota é sempre dolorosa, não tenho que caçar explicações. Tenho que procurar onde melhorar - comentou.

Chateado com a derrota, Clezar afirmou que não pode atuar apenas para não perder. Com uma carreira ainda curta em torneios ATP, jogando mais competições a nível Challenger, o brasileiro pensa que a consistência ainda é seu fraco.

- Na minha visão de jogo, ele foi mais consistente em momentos importantes. Cometi falhas e deixei ele passar na frente. São coisas que tenho que melhorar. Jogando para não perder, sendo o 250 do mundo, em um ATP 250, são coisas que não vão mudar minha vida. De repente, por esse lado, posso conseguir algo a mais - completou.