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21/03/2014
14:57

Um dos encontros mais badalados das quartas de final da Liga dos Campeões, o clássico entre Barcelona e Atlético de Madrid, coloca frente a frente duas "escolas" bem diferentes do futebol. Que até já se encontraram três vezes nesta temporada, e ninguém saiu vencedor. De um lado o time catalão que vive uma fase de mudança com Tata Martino. E do outro o Colchonero já totalmente adaptado ao que Diego Simeone quer.

O Barcelona encantou o mundo na era em que tinha Pep Guardiola no comando, Messi, Xavi e Iniesta brilhando intensamente, e o time levando quase todos os troféus que disputava. Mas o treinador saiu, veio Tito Vilanova, que tentou manter a filosofia, mas o ex-auxiliar teve que sair para tratar de sua saúde. E enfim veio Gerardo Martino.

Aos pouco, o argentino tentou mudar algumas ideias, e fazer praticamente um esquema que misturasse o que o Barcelona fazia, com alguma influência do seu país. Teve resistência, alguns jogos fracos, mas ainda tem momentos brilhantes, como na goleada por 7 a 0 sobre o Osasuna na semana passada. Na verdade, o toque de bola, o forte domínio, continuam sendo os pontos fortes. Tata tenta colocar alguma verticalidade na equipe.

Do outro lado, Simeone pegou um time que vinha irregular, mas demonstrava potencial. "El Cholo" rapidamente ganhou o grupo, armou o seu esquema com muita força na defesa, saídas rápidas para o ataque, e montou um esquema poderoso. E que permanece até hoje. Aliás, do time titular na final da Liga Europa de 2012, apenas Falcao García não segue no time.

Simeone e Tata Martino são compatriotas (Fotos: AFP)

O esquema defensivo, com Courtois, Juanfran, Godín, Miranda, Filipe Luís, além de volantes como Gabi, Mario Suárez, dá sustentação para Koke, que foi surgindo nos últimos anos como grande promessas, dar bons passes e fazer os homens de frente, como Diego Costa, Turán e Villa resolverem.

CONFRONTOS NA TEMPORADA
Barcelona e Atlético de Madrid já se enfrentaram três nesta temporada. Três empates, poucos gols e um título para os catalães. Os dois primeiros foram pela final da Supercopa da Espanha. Igualdade em 1 a 1 na ida, no Vicente Calderón, e 0 a 0 no Camp Nou. Troféu para o Barça pelo gol de Neymar fora de casa.

O outro jogo foi na última rodada do primeiro turno do Campeonato Espanhol, quando os dois disputavam partida a partida pela liderança. O Barcelona, que tinha Neymar e Messi vindo de lesões, teve os dois no banco. E a partida ficou novamente sem gols, os dois começaram fases complicadas e perderam a ponta do torneio para o Real Madrid.