icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
20/11/2014
14:30

Depois do nocaute sofrido contra Andrei Arlovski, em setembro, Antônio Pezão resolveu, enfim, curar uma acromegalia, também conhecida como "gigantismo", doença caracterizada pelo excesso de hormônio do crescimento (GH) que resultava em um tumor na hipófise. Dois meses após o procedimento, o peso pesado comemora a liberação para os treinos com a notícia de que seu próximo compromisso na organização é contra Frank Mir, dia 28 de fevereiro, em Los Angeles (EUA), pelo UFC 183.

Em entrevista ao LANCE!Net, Pezão fala sobre o que tem sentido de diferente em sua performance após a retirada do tumor e projeta um desempenho mais forte e rápido dentro do octógono do Ultimate contra americano.   

- Depois da cirurgia melhorei em tudo. A minha parte hormonal está funcionando normalmente, meu peso baixou naturalmente. Agora estou me sentindo forte, mais ágil. Veio na hora certa a cirurgia. Agora é fazer o retorno bem, já estou liberado 100% para os treinos completos. Eu tinha muito líquido retido no corpo por conta da doença e ficava pesado. Dois dias depois da cirurgia, já senti meu corpo menos inchado. Hoje estou com cinco quilos abaixo do normal. Vai ser um fator muito importate para luta, só tenho a ganhar. Estou pesando 123kg, sendo que meu normal era 128. Isso sem treinar e me alimentando bem. Geralmente luto com 126, 127. Agora, como estou mais leve, espero estar com 120, 121kg quando enfrentar o Mir - declarou o lutador, em conversa por telefone.

Ao ser perguntado sobre o que pensa do desafio que tem pela frente contra Frank Mir, o peso pesado mostrou respeito e classificou o rival como "perigoso". Com a participação num show recheado de brasileiros, o atleta levanta a bandeira de Brasil x Resto do Mundo.

Pezão encara Frank Mir no UFC 184, em fevereiro (FOTOS: Divulgação/UFC)

- É uma honra muito grande. O UFC está me dando mais uma grande oportunidade de lutar contra um grande nome na categoria. O Mir é um cara perigoso. Já finalizou muita gente. É muito perigoso e merece respeito. Foi uma honra grande receber essa notícia. Vai ser Brasil contra o resto do mundo (risos). Vou me preparar bem e corrigir tudo. Quero acertar os erros e lutar para dar a volta por cima - afirmou.

Pezão ainda avaliou o jogo do adversário americano e apontou que o maior perigo oferecido por Mir é no chão, onde é especialista. Ainda assim, ele garante que vai estar preparado e que não precisa se preocupar com tal arma.

- Sem sombra de dúvidas a parte de chão é a mais perigosa dele. É a parte que mais merece respeito. Somos atletas de MMA que é um esporte completo. Temos de estar preparados para fazer uma luta em pé e no chão. Vamos nos juntar e fazer uma estratégia perfeita. Luta é luta. Lógico que a parte em pé seria a parte mais simples da luta. São dois pesos pesados, os dois tem mãos pesadas. Quero estar preparado para fazer a luta em pé e no chão. Acho que não tenho nada a temer - completou.