icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena e Thiago Ferri
13/02/2015
10:00

Cristaldo chegou a pensar em dizer "sim" ao River Plate para disputar a Copa Libertadores deste ano, mas resolveu ficar no Palmeiras e está colhendo os frutos. Mesmo que tenha jogado como titular só contra o Rio Claro, na quarta, o atacante argentino largou na frente na briga pela artilharia do elenco, mostrou que tem sorte no Allianz Parque e tomou a vaga de titular de Leandro Pereira.

Ele vinha de três meses sem jogar quando desembarcou no Brasil a pedido de Ricardo Gareca, em agosto de 2014. Terminou o ano na reserva e com dois gols em 19 jogos. Com três tentos em cinco partidas, credita o bom início de 2015 aos treinos nas férias e à adaptação.

- Recebi propostas de times da Argentina, mas sempre falei que queria ficar. Fiquei com um pouco de dúvida quando chegaram muitos jogadores e falei com o Oswaldo, que disse que contava comigo. Acreditei na palavra dele e está dando resultado - disse Cristaldo.

Churry, apelido que ganhou do avô por gostar de churrasco, deixou o dele nos amistosos contra Shandong (CHN) e Red Bull, além do confronto com o Rio Claro. Os três gols foram na arena alviverde e o transformaram não só no goleador do elenco em 2015 como também no maior artilheiro da curta história do local - Leandro Pereira tem dois.

Até o clássico contra o Corinthians, no domingo passado, Leandro era o centroavante titular. O argentino tomou-lhe a vaga contra o Rio Claro, foi bem e deve ser mantido amanhã, contra o São Bento, em Sorocaba. Se depender da torcida, que sempre o ovaciona, o gringo leva grande vantagem nessa disputa.

- É um pouco estranho ver o torcedor gritando meu nome, mas só tenho agradecimentos à torcida. Desde que cheguei sempre me demonstraram muito carinho. Quando você chega a um time novo, tem que ganhar para ser conhecido, achei estranho. No primeiro, segundo jogo, já falavam meu nome. Minha esposa via e perguntava: "O que você fez para eles?". E eu dizia: "Ainda não fiz nada (risos)". Mas eu fico muito feliz com este carinho - confessou ele, em razoável português.

- Ainda falo muito ruim (risos). Falo como índio (risos) - disse o modesto atacante, que é, de longe, o argentino que melhor fala a língua portuguesa no elenco do Alviverde.