icons.title signature.placeholder Igor Ramos
22/06/2014
21:55

Os franceses têm se mantido discretos e longe de qualquer badalação em Ribeirão Preto (cidade escolhida por eles como base de treinamentos). Os contatos com o público se restringem ao final dos treinos e das coletivas, sempre separados pelas grades de proteção. Vê-los passeando nas ruas de Ribeirão Preto será impossível. Muito menos provando a comida local em um restaurante, como fizeram os mexicanos, por exemplo, ao se deliciarem com um jantar em um bar em Santos na primeira semana no Brasil.

Mas na noite de sábado os Bleus se permitiram, ao seu modo, a um contato próximo com alguns dos hábitos de diversão preferidos dos brasileiros. Um churrasco ao som de samba e pagode. O jantar "diferente" como informou uma fonte ao L!Net durou cerca de duas e aconteceu na ala exclusiva dos jogadores no Hotel JP. Três passistas mostraram o gingado brasileiro para os Bleus. Vizinhos do hotel também confirmaram ter "ouvido músicas de carnaval". A obsessão francesa pela discrição obrigou as sambistas a entrarem discretamente no hotel. E proibiram fotos ou até mesmo citações em redes sociais.

Para não chamar a atenção, os organizadores optaram por um CD, ao invés de um grupo de samba com show ao vivo.

Distanciamento e foco só na Copa - Desde a chegada dos franceses a Ribeirão Preto, a cidade tem oferecido opções de interatividade com os visitantes, mas sempre ouvindo não como resposta. Na primeira semana dos azuis no interior de São Paulo as autoridades ofereceram um coquetel de boas vindas e uma apresentação dos jogadores na sacada do Theatro Pedro II (terceiro maior teatro de ópera do Brasil). Alegando cansaço da delegação, o cerimonial foi cancelado.

A cidade criou um evento denominado Copa Cultural, com a realização de shows musicais e artísticos diários, defronte ao mesmo teatro, onde os jogadores e comissão técnica concedem as entrevistas. Mesmo com a festa sendo direcionada aos franceses, os jogadores têm se mostrado indiferentes.

O presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noël Le Graët reafirmou que esse comportamento mais sério não será modificado. E que a delegação francesa encontra o que precisa dentro do seu confinamento.

- Eles tem liberdade dentro do hotel. O objetivo é a competição e não a disperção. Todos estao bem na concentração, no campo de base. Tudo está sendo magnífico. Tem espaço lá para eles, e estão muito felizes lá dentro. Há sim o que fazer. Eles assistem os jogos, se divertem. Hoje por exemplo estavam vendo Fórmula 1 - disse o dirigente.

O técnico Didier Deschamps também já havia falado sobre o tema, quando perguntado se os seus comandados estavam vivendo semanas de monotonia. E negou, elogiando as instalações dos Bleus.

-Estamos bem alojados. Aqueles que nos cercam estão fazendo tudo para dar certo. Não é um lugar onde tem essa monotonia que imaginam. Estamos em um hotel, assistimos aos jogos, temos a companhia dos torcedores. Temos informações de tudo o que está acontecendo na França. Acompanhamos os comentários dos franceses - explicou.

Saunas, piscinas, campo de futebol, salas de jogos e de videogame são algumas das mordomias concedidas aos Bleus, em uma ala exclusiva, onde nem mesmo os funcionários podem circular. Se concentração ganhar jogo, os Bleus são cada vez mais favoritos ao bi.