icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
29/04/2014
14:34

O meia Valdivia não gostou das declarações de Carlos Miguel Aidar. Acusado de antiético por Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, o mandatário são-paulino disse que o "choro é livre" e que o rival está se "apequenando ano após ano". O Mago pensa até em repetir uma provocação que ficou famosa: o chororô.

- Ah, se eu fizer gol e a gente ganhar... Vou pensar (risos). Vejo depois - sorriu, durante o lançamento de um novo celular da Samsung, ao ser questionado sobre a possibilidade de provocar o adversário.

Em 2008, ainda em sua primeira passagem pelo Palestra Itália, Valdivia comemorou alguns gols simulando choro. O primeiro foi em uma vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, sob a justificativa de que o zagueiro William o estava acusando de ser "chorão". Ele repetiu a dose dias depois, em uma goleada por 4 a 1 sobre o São Paulo. Na semifinal do Paulistão daquele ano, pediu silêncio a Rogério Ceni - goleiro que aliás voltou a ser alvo neste ano, quando o chileno comemorou gol à sua frente e precisou saltar para não levar uma rasteira. Nesta terça, o Mago disse que precisa ter cuidado com qualquer atitude.

- No futebol você tem que tomar muito cuidado com as coisas que você fala, as coisas que você faz, as fotos que você tira nos lugares que frequenta. Qualquer coisa vira uma bomba. Uma palavra pode provocar briga entre torcidas, e a gente não quer isso. A gente briga dentro de campo, então tem de tomar cuidado - acrescentou.

O camisa 10 do Palmeiras acredita que as declarações de Aidar podem provocar atos violentos de torcedores, e pediu que a partir de agora, passada a disputa pelo agora são-paulino Alan Kardec, cada presidente cuide de seu clube:

Valdivia faz o chororô na campanha vitoriosa do Paulistão 2008 (FOTO: Ari Ferreira)

- Eu não falo para ele (Aidar), falo para nossa torcida. O Palmeiras não é pequeno e não está se apequenando como ele falou. Cada um tem de cuidar do que é seu. O Paulo cuida do Palmeiras, e o presidente do São Paulo cuida do que é dele. Declarações como as dele fazem com que a torcida fique brava, e às vezes pode ter até violência contra ele, essas coisas acontecem no futebol - respondeu.

- A coletiva dele foi um pouco em resposta ao que o Paulo falou. Cada um falou o que sentia, o que tinha na cabeça. Agora o Aidar que se preocupe com o São Paulo, e o nosso com o Palmeiras. O São Paulo é grande, o Palmeiras também, tem uma história linda. Pela grandeza das duas equipes, cada um tem de pensar no próprio clube - completou Valdivia.