icons.title signature.placeholder Marcelo Damato
18/06/2014
16:23

Os chilenos que invadiram o Maracanã, palco de Espanha x Chile na tarde desta quarta-feira, exploraram um ponto fraco da cerca do estádio. Entre uma barraca de seguranças e policiais e a tenda de entrada dos jornalistas, havia um trecho de três metros que só estava preso às barracas, feitas de lona plástica. Eles a forçaram e em poucos segundos estavam no portão que dá entrada ao centro de mídia do estádio.

- Foi muito rápido. Nem deu tempo de fechar o portão - disse o voluntário Calisto de Jesus Jorge, com a camiseta número 1139 (em mais de 2500 que havia no estádio).

Eram cerca de 15h05, quando Calisto foi jogado ao chão e sujou a calça. Em poucos segundos, eles invadiram a sala de imprensa. Parte deles conseguiu passar às tribunas enquanto outra parte foi cercada e presa.

- Se eu me feri só vou saber quando tirar a calça. Até agora, nem deu tempo de limpá-la, mostrando grandes manchas claras sobre o tecido preto.

No momento da invasão, havia muito poucos policiais no entorno. Era um contraste com a multidão de chilenos, a maioria aguardando nas imensas filas que se formavam para entrar.