icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro
22/11/2013
12:42

Quando a seleção chilena conquistava uma vitória por 2 a 0 sobre a Inglaterra, no último dia 15, o país estava prestes a sancionar uma lei que pode colocar sua vaga na Copa do Mundo em perigo. O Chile, que já participou de oito Copas, sancionou, no último dia 15, a Lei de Televisão Digital,que estava em discussão desde 2009.

A princípio, essa lei tinha como objetivo regulamentar e programar a transmissão de sinal de TV digital no país, porém, em 2011 um senador propôs um artigo que garantisse que todos os jogos da seleção chilena fossem transmitidos pela TV aberta. A medida não permitirá que nenhum dos jogos sejam exibidos somente em TV paga, como o SporTV ou ESPN.

A lei não deve trazer mudanças para a transmissão da próxima Copa do Mundo, já que a rede estatal TVN adquiriu os direitos e seu sinal é recebido por 98% do território chileno. Mas as TVs pagas, que atendem 15%, também estão na jogada. A DirecTV, por exemplo, também comprou os direitos e vai exibir todos os 64 jogos da Copa, contra 33 da TVN.

Reação

Se a lei agradou aos chilenos, desagradou os donos dos direitos de transmissão. Logo após a aprovação da lei, a Fifa enviou duas cartas à Conmebol, que declarou que a medida violava cláusulas da organização latinoamericana e que possíveis sanções, como a expulsão da equipe poderiam ser impostas ao futebol chileno.

A Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile, a ANFP,também se posicionou contra a medida, alegando que a lei poderia “destruir” o futebol chileno.

O texto poderia ter sido vetado até o último dia 15, mas como foco nas eleições, não houve alteração da lei. O mesmo aconteceu com a Inglaterra e a Bélgica, que tem leis semelhantes e que, após travarem batalhas judiciais com a FIFA, ganharam. Vamos ver como o Chile se vira nesse jogo.