icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
17/02/2015
08:17

Não faz nem um mês que Werley foi apresentado como reforço do Santos, mas o zagueiro já goza de prestígio com o técnico Enderson Moreira e entre seus companheiros de elenco. O treinador deu chances ao marcador, que após três jogos já vai se firmando como titular, enquanto os outros jogadores lhe colocaram um apelido de respeito: ele é o “chefe”!

A brincadeira começou com Elano, que atuou com Werley no Grêmio, e se espalhou pelo grupo.

– Lá no Sul o Elano ficava chamando assim, era “chefe” pra lá, “chefe” pra cá. Aqui está pegando também, está todo mundo chamando assim – contou o marcador.

Werley, por sua vez, não tem pretensões de chefiar o Peixe. Ele sabe que há jogadores mais experientes no elenco e com mais história no clube. Mas nem por isso reclama do apelido, que até combina com seu jeito sério quando está em campo.

O zagueiro gosta de jogar firme e, se preciso, não economiza no uso da força e até nos bicões. Porém, ele afirma que a maturidade lhe rendeu mais tranquilidade para sair jogando e experiência para não precisar apelar para as faltas.

– Evoluí muito! Na base eu chegava muito forte, era expulso com frequência. Depois que trabalhei com vários treinadores e aprendi bastante, principalmente com o Luxemburgo. Ele falava "negocia com o atacante". Isso me ajudou muito! Hoje sei o tempo de apenas cercar, como me posicionar... Vamos melhorando com o tempo – destacou.

Entre os treinadores com os quais Werley aprendeu está também Enderson, com quem trabalhou na base do Atlético-MG e no Grêmio. No entanto, foi uma dupla de técnicos bem menos conhecida que ajudou a definir a carreira do zagueiro.

– Quando comecei a jogar na minha cidade eu queria ser atacante. Meus treinadores na época, o Laranja e o Evaldo, lá em Oliveira (MG),  me chamaram, depois de dois treinos, e falaram que eu não tinha condições, que iria ser zagueiro. E ficou! Agradeço a eles por isso. Consegui vencer nessa posição, estou feliz onde estou – conta o defensor.

O lado atacante, porém, não foi totalmente abandonado pelo jogador. Em três anos de Grêmio, Werley fez 15 gols... E se empolgou:

– É bom, né? A gente pega o gostinho! Espero repetir isso no Santos!

Bate-bola com Werley, zagueiro do Santos, ao LANCE!Net:

Você esperava ser titular da zaga santista em tão pouco tempo?
Não me surpreendeu. Todos os atletas do grupo querem jogar, ter oportunidade. O Enderson me deu essa chance e pude fazer boas partidas junto com todo o grupo, que está vindo numa crescente boa. Tive a oportunidade e então tenho que agarrar, espero continuar jogando bem e o Santos vencendo, que é o mais importante.

Você tem jogado muito sério nesses primeiro jogos, sem tentar "enfeitar", como se diz no futebol. Esse é seu estilo ou está mais cauteloso para não errar no início?
Eu procuro sempre visar a bola. Os grandes zagueiro hoje, como Thiago Silva, Sérgio Ramos, David Luiz, são firmes, mas sabem jogar também. Tudo tem sua hora. Na dividida vou duro, mas com a bola gosto de sair jogando... sem arriscar, é claro.

O fato de não ser muito alto (1,84m) te prejudicou em algum momento da sua carreira?
Não, hoje acabou a ideia de que zagueiro tem que ter dois metros de altura. Até porque esse zagueiros que citei não são tão altos, como o Thiago Silva, por exemplo. O que manda é o posicionamento e tenho boa impulsão.

Isso ajuda no ataque também...
A função do zagueiro é marcar bem, procuro estar bem atrás, mas gosto sempre de ir para área adversária quando posso, estar perto do gol... A bola parada hoje define muitas partidas. Trabalho para isso e espero ter chances aqui no Santos também.

Você tem uma frase tatuada no braço. Qual é? E o que significa?
“Não há obstáculo na vida de um vencedor”. Não só no futebol, mas na vida da gente, né? Para vencer no futebol é muito difícil, a concorrência, os clubes...Passei por muito obstáculos, mas fui persistente e consegui meus objetivos.