icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
01/02/2015
08:02

Imaginem as seguintes estatísticas brutas: 148 jardas, três touchdowns e 18 pontos. Números de um quarterback? Não, apenas o resumo do jogo do running back LeGarrette Blount contra o Indianapolis Colts, na final da Conferência Americana da NFL há duas semanas.

Contra uma defesa que tem como principal nome o cornerback tido como o melhor da NFL (Richard Sherman), é nas mãos de Blount que o New England Patriots deposita grande confiança para o duelo deste domingo, as 21h30 (de Brasília), contra o Seattle Seahawks, no Super Bowl 49. Afinal, um novo jogo como contra o Colts, pode dar o título à equipe de New England.

Seja pelas pernas de Blount ou pelos lançamentos precisos de um dos maiores jogador de pós-temporadas da história, Tom Brady, o Patriots encara um duelo diferente de todos que teve no ano. E precisará suar.

Brady voltou a atuar em grande nível, após um início turbulento de temporada, e conta com Julian Edelman na melhor fase de sua carreira. Como se não bastasse, ainda terá o ótimo Rob Gronkowski, o tight end que parece ter se livrado de vez das lesões, como alvo confiável.

Sua defesa, porém, é inferior à de Seattle e precisa achar uma maneira de frear o versátil ataque rival. Os cornerbacks Darrelle Revis e Brandon Browner encarregam-se de parar o ataque aéreo de Russell Wilson. Revis é tido como um dos melhores da Liga (junto com Sherman), enquanto Browner, até o ano passado, defendia as cores do Seahawks.

Contra as corridas de Seattle e para manter Wilson no pocket (uma de suas fraquezas), o New England tem boas armas. Jamie Collins, Dont'a Hightower, Rob Ninkovich e Chandler Jones, são algumas delas.

Se tudo isso não fosse o bastante, talvez a principal arma do time de Boston esteja no banco: Bill Belichick. Responsável por uma revolução na liga, o treinador é capaz de formações que destroem coberturas e infantilizam defesas. Uma lenda.

Pela primeira vez em muito tempo, o Patriots chega a um Super Bowl sem o rótulo de favorito. Porém, se a história nos ensinou algo é: nunca duvide da mágica de Tom Brady e do incomparável Bill Belichick.