icons.title signature.placeholder Guilherme Borini
20/11/2013
10:05

De um lado o sonho, do outro o pesadelo. Entre o céu e o inferno. Essa é a situação que vive a Ponte Preta nesta reta final de temporada. Se por um lado o clube está prestes a disputar uma semifinal de Copa Sul-Americana logo na estreia em competições internacionais, por outro vive um drama no Campeonato Brasileiro.

Atualmente, a equipe é a penúltima colocada, com 35 pontos, a sete do primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Bahia, que tem 42. Com apenas mais nove pontos em disputa - três rodadas -, a Macaca pode ser rebaixada matematicamente já no próximo jogo.

A diretoria pontepretana nunca escondeu que a prioridade era permanecer na Série A e garantir por volta de R$ 30 milhões de cota de TV para 2014. Caso retorne à Série B o valor deve cair para cerca de R$ 3,5 milhões.

A intenção do clube era se manter na elite por pelo menos três temporadas para estabilizar sua situação financeira. Mas, ao mesmo tempo, a Copa Sul-Americana surge como mais uma oportunidade para o clube sonhar em finalmente conquistar seu primeiro título de expressão.

Para o técnico Jorginho, a competição internacional nunca foi deixada de lado.

- A Sul-Americana sempre foi importante, porque é uma conquista que o clube nunca teve. Na verdade, nunca teve nenhuma conquista, então a gente sempre teve essa atenção especial para uma oportunidade como essa, que é tiro curto, mesmo enfrentando grandes clubes, mais experientes na competição que a gente. A prioridade é sempre o próximo jogo - disse o treinador ao LANCE!Net.

A exemplo de Muricy, Jorginho mudou o ambiente na Ponte Preta

Jorginho vive uma situação semelhante à de Muricy Ramalho. Contratado durante a competição, o técnico foi a aposta da diretoria da Ponte Preta para recuperar o ambiente do clube, sobretudo entre os jogadores. Apesar de não ter tirado a equipe da zona de rebaixamento como seu adversário desta quarta-feira, Jorignho mudou o clima do Moisés Lucarelli. Contestado na sua contratação, após um trabalho sem sucesso no Flamengo, hoje é aceito pela grande maioria dos torcedores e diretoria.

- A equipe estava com muitas dificuldades, alguns jogadores estavam desmotivados de fora. Ele foi muito importante para nossa recuperação. Motivou o grupo e usou muito sua experiência - disse o goleiro e capitão da equipe, Roberto.

Jorginho evitou comparação com Muricy Ramalho, que já tinha um passado vitorioso no São Paulo.

- É uma situacão diferente do Muricy, pelas conquistas e história dele no São Paulo. A chegada dele já traz esse respeito. A minha, claro que tem o respeito pela minha história como atleta e meu período de auxiliar técnico na Seleção Brasileira, mas principalmente no momento que eles começam a ver o trabalho, no meu caso. Eles começaram a ver a seriedade e o respeito com todos os jogadores, independente de estar jogando ou não. Devagarinho a gente vai conquistando a confiança e é uma das coisas mais importantes para um treinador - disse Jorginho.

Em 25 jogos à frente da Ponte Preta, Jorginho conquistou sete vitórias, sete empates e 11 derrotas. Apesar do retrospecto negativo, conseguiu dois feitos históricos: a primeira vitória do clube no Maracanã - 1 a 0 sobre o Botafogo - e a chegada às semifinais da Copa Sul-Americana, o primeiro torneio internacional da Macaca.