icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
23/02/2015
07:00

“Um time que é difícil de se penetrar”, assim Muricy Ramalho define o Danubio, adversário desta quarta-feira na 2ª rodada do Grupo 2 da Copa Libertadores da América. E é justamente essa característica do time uruguaio que tem tirado o sono do São Paulo, lanterna da chave após a derrota para o Corinthians na estreia.

Embora Muricy veja o Danubio menos compactado do que o Timão comandado por Tite, a preocupação é quanto à forte marcação imposta pelas duas linhas de quatro à frente do goleiro Torgnacioli. O técnico tricolor acredita que seu time tem dificuldades para superar sistemas como esse, vide tropeços contra Penapolense, Chapecoense e Criciúma no ano passado.

– Todo mundo tem que jogar com a bola e marcar sem ela. Contra o Corinthians foi legal o time técnico em campo, com toque de bola, mas ninguém ia na área. É um defeito nosso, não entramos lá. Faço todo tipo de treinamento, forço entrar, mas é complicado mudar o jogador assim. Vamos sofrer em relação a isso mais vezes neste ano – prevê o comandante são-paulino.

O capitão Rogério Ceni concorda com a análise de Muricy Ramalho, mas é menos pessimista do que o treinador. o Mito pega como exemplo o jogo de sábado contra o Osasco Audax, quando os laterais e meias propuseram o jogo e se apresentaram no ataque para não deixar Alexandre Pato e Luis Fabiano isolados. Foi assim que os gols de Michel Bastos saíram no Morumbi, com infiltrações de Thiago Mendes e Souza.



– Temos que ter logicamente a penetração. Com o Bruno chegando no fundo, o Reinaldo, o Michel na área... A gente conseguiu criar! Criamos seis, sete oportunidades de gol, coisa que no jogo com o Corinthians não teve nenhuma. Temos que ter como princípio esse jogo de sábado Claro que essa equipe é diferente do que vamos encarar quarta. O estilo é diferente. Vamos ter que nos adequar para encontrar uma maneira de entrar na área do adversário – recomendou o goleiro-artilheiro.

Confira bate-papo com Rogério Ceni:

Como imagina o jogo de quarta?
Eu imagino um jogo em que temos que agredir o adversário, e ele tem que ficar acuando, se defendendo. É o que eu imagino, né? Uma obrigação que a gente tem é tentar encurralar o máximo possível o adversário, até bater, bater, e conseguir fazer o gol.

E do Danubio, o que espera?
A gente conhece o jogador uruguaio, a força, a raça. Apesar de que foram poucas faltas e o juiz conduziu bem contra o San Lorenzo. Espero um jogo complicado, difícil. Pelo que assisti, é uma equipe que estava vencendo até cinco minutos antes do fim o San Lorenzo, atual campeão. A gente sabe da dificuldade, mas tem confiança que vai conseguir fazer os três primeiros.

Essa será a tônica de todos os jogos na Libertadores deste ano?
Não tem adversário fácil nesta competição. O Inter perdeu para o The Strongest, o Atlético perdeu para o Colo Colo, o River perdeu para o San José, e outros resultados que vão causando surpresa para alguns.

E como o São Paulo vai agir para não ser surpreendido também?
A gente tem que se reabilitar o mais rápido possível, fazer três pontos na quarta-feira para ter um tempinho até o jogo contra o San Lorenzo (25 de fevereiro), que vai ser uma final. Vai ser como se fosse uma fase de mata-mata antes da hora. Quem fizer mais pontos, vencendo o Danubio, consegue dar uma respirada.

Isso faz desse jogo com o Danubio o mais importante do ano?
É jogo importante na competição mais importante que temos no momento, a Libertadores. A gente precisa da vitória para ter tranquilidade.