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10/04/2014
10:28

Em entrevista à ESPN Brasil, Rogério Ceni explicou por que jogou com camisa amarela durante a vitória do São Paulo por 3 a 0, sobre o CSA-AL, na última quarta-feira pela Copa do Brasil. O Tricolor está prestes a passar por eleições presidenciais, e amarelo é a cor da chapa da situação, na qual Juvenal (atual presidente) apoia o candidato Carlos Miguel Aidar para assumir seu cargo. Ceni afirma que a camisa amarela que jogou foi em homenagem ao presidente do clube.

- Foi uma homenagem a ele, por todo esse tempo de convívio. Um cara que merece e que ajudou muito a construir a história do clube. O importante foi a homenagem, e fico feliz com a vitória e a classificação na despedida do presidente do São Paulo - disse o goleiro, que continuou os elogios ao presidente:

- Trabalhei 12 anos com ele, de 2002 até agora em 2014. Anos que convivi com uma pessoa extremamente empreendedora. Ele fez muito pelo clube. O São Paulo cresceu muito estruturalmente falando. O CT de Cotia, o CT da Barra Funda, mudanças no Morumbi. Foi um período de muitas conquistas, algumas derrotas, o que faz parte. Foi um cara que gostei de trabalhar. Eu acho que nesse último mandato, ele não teve o mesmo sucesso dos demais, mas é uma pessoa muito especial para a história do clube. Poucos presidentes em outros clubes são lembrados a todo momento, eu acho que daqui a 30 anos ele será lembrado ainda, sempre com muito carinho - concluiu.

Sobre o jogo que deu a classificação do time para a segunda fase, apesar de Muricy aprovar o time jogando com um quarteto ofensivo, Ceni não acha que o elenco aguente jogar de forma competitiva se essa formação for usada em todos os jogos.

- No meu olhar como atleta, eu acho difícil jogar 90 minutos usando os quatro jogadores lá na frente. O time cansa - afirmou.

Por fim, Ceni falou sobre sua aposentadoria, confirmada par ao final desta temporada independente do que aconteça durante o ano. O goleiro não vê o anúncio com antecedência como um peso nas costas e sim como uma forma de se preparar melhor para aceitar.

- Não tem peso nenhum. Eu me sinto bem, não me sinto melhor por falta de resultados de conquistas. Mas como atleta me sinto bem, com confiança, e é bom que ganho tempo para me preparar para a situação. Tenho oito meses pela frente para entender essa situação, é difícil para um atleta se aposentar, então vou ter tempo para me adaptar a essa situação - finalizou.