icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Rodrigo Vessoni
19/02/2015
14:21

Cerca de quarenta minutos antes do início do confronto histórico entre Corinthians e São Paulo na abertura da Copa Libertadores da América, Rogério Ceni subiu ao gramado para trabalho de aquecimento e teve recepção nada calorosa dos torcedores alvinegros. De vaias a gritos homofóbicos, o capitão são-paulino ouviu de tudo e "aprovou" a reação dos rivais.

- Essa é a graça do futebol, o quanto pegam no seu pe é o quanto você já fez para o adversário. Eu gosto disso. Sua torcida gostar de você é natural, mas quando a torcida adversária fala muito de você é porque eles não gostam. É sinal de que se preocupam comigo. É porque você já fez algo ruim para eles - opinou o Mito.

A cada lançamento com as mãos ou com os pés para Denis ainda no aquecimento, um coro homofóbico de "ôôô, b..." ecoava pela Arena Corinthians. Já durante a partida, o rito se repetiu a cada tiro de meta ou reposição de bola, mas Rogério assegura que nada disso influenciou em seu desempenho, nem mesmo no reconhecido vacilo no gol de Jadson - Ceni admite ter tomado a decisão errada e escorregado no lance.

- O Corinthians não ganhou por causa dos gritos fora de campo, mas sim porque eles foram melhores dentro de campo. Cada um tentou fazer o seu melhor, mas o Corinthians se sobrepôs ao nosso sistema de jogo. A gente sabia que era Libertadores, que tinha a torcida do adversário, mas a gente não conseguiu criar nenhuma oportunidade - lamentou.