icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
03/04/2014
18:00

Atleta mais representativo do São Paulo nos últimos anos, o goleiro Rogério Ceni falou nesta quinta-feira sobre o processo eleitoral do clube, no próximo dia 15 ou 16. O capitão ficou em cima do muro na hora de escolher entre Carlos Miguel Aidar ou Kalil Rocha Abdalla, candidatos a sucederem Juvenal Juvêncio, mas acredita que o primeiro, por ser da situação, leva vantagem no pleito.

- Eu sou um atleta da instituição. Apesar de ser sócio do clube há dez anos, não me manifesto porque sou funcionário. Seria antiético da minha parte. Conheço o doutor Aidar por convívio mais intenso e o doutor Kalil, estive uma vez na Santa Casa (administrada pelo candidato) para visitar crianças. O Marco Aurélio (Cunha, candidato a vice-presidente pela oposição) é um grande amigo que trabalhei e tenho respeito. Os sócios é que vão decidir isso, mas logicamente a vantagem é de quem tem a gerência, pelo prestígio do Juvenal - afirmou Ceni.

- No fim de semana tem a eleição dos conselheiros, depois a presidência. Respeito todos. Tem gente muito boa dos dois lados e tem algumas pessoas não tao boas, mas faz parte da vida - completou o capitão são-paulino.

No próximo sábado, os sócios do clube terão o direito de eleger 80 novos conselheiros, em Assembléia Geral do Conselho Deliberativo, realizada no Morumbi. Esse número se juntará a 160 conselheiros vitalícios para definir o novo presidente do clube, em eleições no próximo dia 15 ou 16. Juvenal Juvêncio se despedirá do posto. E, para Rogério Ceni, deixará saudade. O goleiro elogiou o dirigente.

- É uma pessoa centralizadora, que tem posição firme em todos os aspectos. Um cara que fez com que o São Paulo crescesse muito, desenvolvesse muito. Apesar de centralizador, é uma pessoa que fez muita coisa boa pelo clube - afirmou o goleiro.

Rogério Ceni sempre foi uma figura importante no processo político, principalmente depois que ganhou status de Mito no clube. Até por isso, os dirigentes sabem que qualquer posicionamento contra o goleiro é prejudicial à campanha, devido ao apelo dele no Tricolor.

O goleiro tem desafetos dos dois lados da disputa presidencial deste ano. A situação conta com Adalberto Baptista, desafeto do goleiro no ano passado. Os dois discutiram publicamente e a polêmica rendeu o afastamento do ex-diretor de futebol. Do outro lado, encontra-se Paulo Amaral, ex-presidente do clube que afastou o goleiro em 2001, na maior crise da trajetória de Ceni no São Paulo.