icons.title signature.placeholder João Pires
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09/07/2013
17:18

A CBF encontrou respaldo em uma resolução da FIFA, que reconhece apenas uma entidade no Brasil como responsável pelo futebol, em todas as vertentes, para "tomar" para si a administração da Seleção Brasileira de beach soccer e anunciar Júnior Negão como o novo técnico, ignorando a confirmação da Confederação Brasileira de Beach Soccer (CBBS) de Andrey Valério no cargo. Em contato com o LANCE!Net, porém, o presidente da CBBS, Marcos Fábio Spironelli, revelou que a entidade é a responsável pelo beach soccer e que vai lutar por uma resolução.

- Eu tenho um documento que afirma a CBBS como comandante do beach soccer. Eu não sou contra a CBF estar junto na administração do beach soccer. Pelo contrário, quero trabalhar em conjunto e essa inclusive era a meta quando entrei, em 2010. Mas, eles (CBF) estão querendo nos excluir e priorizar apenas uma empresa de marketing que tem contrato com a CBBS - disse o mandatário da CBBS, citando a empresa Koch Tavares, que também está envolvida no problema.

Marcos Spironelli colocou a Koch Tavares, empresa que gerenciava o marketing da CBBS e já se aliou à CBF no imbróglio, como uma das principais pivôs da polêmica. O presidente diz que a CBF quer gerenciar apenas a parte rentável do beach soccer e deixar o resto nas mãos da CBBS. Ele ainda acusa a Koch Tavares de querer se benficiar com os patrocínios e até de interferência nas convocações.

- O problema iniciou durante as eliminatórias para a Copa do Mundo (fevereiro), na Argentina, quando a CBF tentou intervir na administração junto a uma empresa de marketing (Koch Tavares). A CBF quer tomar conta apenas da Seleção Brasileira, que é o mais rentável no beach soccer. A empresa (Koch) está por trás disso para tirar vantagem. Ela administra todo o marketing do beach soccer e tudo tinha que pedir autorização para eles, que tentavam interferir até na convocação da Seleção Brasileira. Às vezes até não autorizavam amistosos. Queríamos (CBBS) massificar o esporte no Brasil, mas eles achavam que ia banalizar a Seleção se jogasse a todo momento, pois ia desvalorizar os patrocínios - disparou o presidente da CBBS.

O mandatário ainda reclamou da duração do vínculo da Koch Tavares com a CBBS - 20 anos de contrato, que será encerrado em 2020 - e ainda foi mais além:

- Eu sou o primeiro presidente que não era funcionário da Koch Tavares. A empresa comandava o regime dentro da Confederação (CBBS).

Spironelli ainda ressaltou ao LANCE!Net que entrou em contato com dois deputados federais, sendo um deles Romário (PSB-RJ), a fim de conseguir uma audiência para discutir o assunto. De acordo com ele, a audiência já foi inclusive publicada e resta apenas ser definida a data em que será realizada, em Brasília.

O LANCE!Net ainda tentou contato com a empresa Koch Tavares, que optou por não se posicionar a respeito do assunto. A CBF também não respondeu às ligações.

A CBF encontrou respaldo em uma resolução da FIFA, que reconhece apenas uma entidade no Brasil como responsável pelo futebol, em todas as vertentes, para "tomar" para si a administração da Seleção Brasileira de beach soccer e anunciar Júnior Negão como o novo técnico, ignorando a confirmação da Confederação Brasileira de Beach Soccer (CBBS) de Andrey Valério no cargo. Em contato com o LANCE!Net, porém, o presidente da CBBS, Marcos Fábio Spironelli, revelou que a entidade é a responsável pelo beach soccer e que vai lutar por uma resolução.

- Eu tenho um documento que afirma a CBBS como comandante do beach soccer. Eu não sou contra a CBF estar junto na administração do beach soccer. Pelo contrário, quero trabalhar em conjunto e essa inclusive era a meta quando entrei, em 2010. Mas, eles (CBF) estão querendo nos excluir e priorizar apenas uma empresa de marketing que tem contrato com a CBBS - disse o mandatário da CBBS, citando a empresa Koch Tavares, que também está envolvida no problema.

Marcos Spironelli colocou a Koch Tavares, empresa que gerenciava o marketing da CBBS e já se aliou à CBF no imbróglio, como uma das principais pivôs da polêmica. O presidente diz que a CBF quer gerenciar apenas a parte rentável do beach soccer e deixar o resto nas mãos da CBBS. Ele ainda acusa a Koch Tavares de querer se benficiar com os patrocínios e até de interferência nas convocações.

- O problema iniciou durante as eliminatórias para a Copa do Mundo (fevereiro), na Argentina, quando a CBF tentou intervir na administração junto a uma empresa de marketing (Koch Tavares). A CBF quer tomar conta apenas da Seleção Brasileira, que é o mais rentável no beach soccer. A empresa (Koch) está por trás disso para tirar vantagem. Ela administra todo o marketing do beach soccer e tudo tinha que pedir autorização para eles, que tentavam interferir até na convocação da Seleção Brasileira. Às vezes até não autorizavam amistosos. Queríamos (CBBS) massificar o esporte no Brasil, mas eles achavam que ia banalizar a Seleção se jogasse a todo momento, pois ia desvalorizar os patrocínios - disparou o presidente da CBBS.

O mandatário ainda reclamou da duração do vínculo da Koch Tavares com a CBBS - 20 anos de contrato, que será encerrado em 2020 - e ainda foi mais além:

- Eu sou o primeiro presidente que não era funcionário da Koch Tavares. A empresa comandava o regime dentro da Confederação (CBBS).

Spironelli ainda ressaltou ao LANCE!Net que entrou em contato com dois deputados federais, sendo um deles Romário (PSB-RJ), a fim de conseguir uma audiência para discutir o assunto. De acordo com ele, a audiência já foi inclusive publicada e resta apenas ser definida a data em que será realizada, em Brasília.

O LANCE!Net ainda tentou contato com a empresa Koch Tavares, que optou por não se posicionar a respeito do assunto. A CBF também não respondeu às ligações.