icons.title signature.placeholder Rodrigo Ciantar
08/12/2013
08:03

Quase 1.000km separam Joinville do Rio de Janeiro. Mas não afastam o amor pelo Vasco. Há um grande número de vascaínos na cidade do interior de Santa Catarina, alguns deles fanáticos. É o caso do empresário Jean Helfenberger, de 34 anos, que tem em sua residência um quartinho repleto de objetos do clube de coração. O que mais chama atenção são as quase noventa camisas, todas guardadas com o maior cuidado.

Jean conta que começou a colecionar objetos do Vasco aos seis anos de idade. Pouco tempo depois, quando conseguiu compar sua primeira camisa oficial, passou a organizar e catalogar.

– Comecei a catalogar tudo em 1989. Foi quando comprei a primeira camisa oficial que consegui comprar, em uma feira na cidade de Tubarão. Em Joinville não tinha, precisava comprar uma camisa e pedir para uma costureira colocar o número. Desde então passei a organizar tudo e agora tem camisas de treino, de jogo, de torcida organizada. Tem tudo – contou Jean.

Quando casou com Fernanda, Jean decidiu construir um escritório em casa, que, aos poucos, virou o “quarto do Vasco”. Não há mais computador no local, por exemplo. Mas sobram objetos vascaínos.

– Tem boné, maquete de São Januário, pôster, ingressos, boneco, faixa... Tudo no quarto do Vasco, como chamamos aqui – completou ele.

O amor pelo Vasco começou por intermédio do avô, que morava em Santa Catarina, mas foi do exército no Rio e jogou basquete no Vasco. De geração em geração, chegou ao momento atual e resistiu à longa distância física do clube com Joinville.

O principal xodó de Jean é a camisa de 2011, ano do título da Copa do Brasil. Ele conseguiu autógrafo de grande parte dos atletas. Mas aquela conquista o fez ir andando até Araquari, cidadezinha que fica a 30km de Joinville:

– Estava na final da Copa do Brasil com um amigo. O Coritiba estava pressionando e fizemos uma promessa de ir andando até Araquari. Ganhamos e tive de cumprir. Mas na volta pedi para a minha esposa nos buscar de carro (risos). Fiquei com a sola do pé toda machucado, uma semana mancando.

Felipe dá nome ao filho e Juninho a passarinho

Jean tem apenas um filho: Felipe, de apenas 4 anos. E se você acha que o nome do garoto é uma homenagem ao jogador que tem mais títulos com a camisa do clube está mais do que correto.

O primeiro nome do menino é Jean, assim como o pai, mas tem o complemento de Felipe.

– Era para ser Jean como o meu, Era para ser júnior, mas quis fazer uma homenagem ao jogador com mais títulos pelo Vasco, que é o Felipe – explicou o paizão coruja.

 Jean posa com a esposa, Fernanda, o filho, Felipe e o passarinho, Juninho (Crédito: Paulo Sérgio/Lancepress!)


Jean esteve presente ao treino do time, na manhã de sábado, e conversou por alguns minutos com Roberto Dinamite, a quem também admira bastante:

– Falei ao presidente que se meu filho tivesse nascido antes, seria Roberto o nome (risos).

Se Dinamite ainda não foi homenageado pelo fanático torcedor, outro ídolo do clube, Juninho, já faz parte da família. Foi assim que Jean batizou a calopsita de estimação da família.

Filho ganha boné de Adilson

Jean saiu do treino de sábado com um presente. Na verdade, o filho dele ganhou uma lembrança do técnico Adilson Batista.

– Eu tinha pedido e o Adilson disse que daria o boné para o meu filho. Falou que foi o boné que usou durante toda essa importante semana – explicou o vascaíno.

Adilson gentilmente foi em direção ao garoto e posou para fotos com ele. Mas ouviu a sinceridade peculiar de uma criança.

– Quando o Adilson colocou o boné no meu filho, ele falou: “está molhado” (risos). Mas gostamos muito – revelou Jean. Vale lembrar que choveu muito durante o treino de ontem, em Joinville.